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Alterações climáticas: para não fazer como a avestruz

NOAH SEELAM / AFP / Getty Images

Depois de dar quase a volta ao mundo, chega a Lisboa a exposição “Clima Expo 360°”, sobre as alterações climáticas, os seus cenários catastróficos e a forma de enfrentá-los ou reduzi-los. É inaugurada esta quarta-feira, no Museu de História Natural e da Ciência, da Universidade de Lisboa, após uma conferência sobre “por onde passa o futuro próximo”

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Há mais de um século que a Terra tem vindo a aquecer, sobretudo devido ao aumento da concentração de gases com efeito de estufa (GEE) que disparou com os desenvolvimento das atividades humanas. E os cenários que se apresentam para o futuro com o clima desregulado não são animadores. É sobre isto que nos fala a exposição multimédia “Clima Expo 360º”, inaugurada esta quarta-feira, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, da Universidade de Lisboa . E também nos dá pistas sobre o que podemos fazer para alterar ou reduzir os impactos das alterações climáticas já em curso.

Criada originalmente pelo canal televisivo francês Universcience - Science Actualités para a conferência do Clima de Paris (COP21), esta mostra retrata as causas e consequências das alterações climáticas, permitindo “uma melhor compreensão do sistema climático através das últimas observações, simulações e análises de vários cientistas”, para Portugal e outras partes do mundo, adianta a organização em comunicado. Os conteúdos multimedia apresentados também incluem alertas para importância da mudança de comportamentos no sentido de uma mobilidade mais sustentável e de uma economia de baixo carbono.

O objetivo é ter “uma vista panorâmica de 360°, para não se fazer como a avestruz”. A exposição permanecerá aberta ao público, em Lisboa, até 28 de fevereiro.

Antes da inauguração, cientistas franceses e portugueses debatem o tema ‘Alterações Climáticas: por onde passa o futuro próximo?’. Dois cientistas franceses, Jean Robert Petit, da Universidade Joseph Fourier de Grenoble e Franck Courchamp do CNRS, da Universidade de Paris-Sud-Orsay, falam respectivamente sobre “As mensagens climáticas reveladas pelos núcleos de gelo” e “as invasões de insetos”.

A palestra conta também com a participação de dois cientistas portugueses –Filipe Duarte Santos, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e Júlia Seixas, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa –, que irão falar sobre “as consequência de não cumprir o Acordo de Paris” e sobre “se a tecnologia nos salvará”.