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Arrancou a Black friday, mas é preciso ter cuidado

Spencer Platt / Getty Images

É mais uma importação americana que chegou a ser relacionada com a escravatura. A sexta-feira de descontos parece milagrosa, mas em 2015 a Deco encontrou manipulação de preços

A corrida para as compras de Natal começa esta quinta-feira e com descontos. A típica Black Friday (sexta-feira negra na tradução literal) nasceu nos EUA, onde se comemora sempre no dia a seguir ao feriado nacional da Ação de Graças, e nos últimos anos tem-se espalhado por outros países e continentes. Portugal tem vindo cada a assimilar a prática. O Canadá, o Reino Unido, o México, a França e a Índia são dos países onde a tradição é mais forte.

Considerado o dia do início da época natalicia, a Black Friday é feriado para funcionários públicos em alguns estados dos EUA, como a Califórnia. É comum as lojas abrirem cedo, mesmo de madrugada, e serem invadidas por enchentes de consumidores que aguardam, em filas gigantescas.

A origem desta tradição não é clara. Há quem a associe à terça-feira negra de 1929, o crash da bolsa que desencadeou a mais grave crise económica nos EUA. Há quem diga que tem uma conotação racista, relacionando-a com a venda de escravos. A versão 'oficial', no entanto, diz que a expressão nasceu nos anos 50, em Filadélfia. Aquela cidade do estado da Pensilvânia, enchia-se de moradores do subúrbio que vinham assistir a um jogo de futebol americano entre a Marinha e o Exército. Menos de dez anos depois, as lojas e comerciantes aperceberam-se do potencial dos consumidores e começaram a fazer descontos. Ainda houve a tentavia de chamar o dia de big friday, mas em vão.

Em Portugal, onde ainda é uma novidade, as compras fazem-se nas lojas físicas e nas lojas online. Mas é preciso ter atenção: em 2015, a Deco encontrou manipulação de preços (e este ano lançou uma ferramenta online que pode ajudar os consumidores a controlarem a evolução dos preços). Um em cada 20 produtos com descontos anunciados na Black Friday violava a lei dos saldos e das promoções e a lei das práticas comerciais desleais. Muitas lojas chegam a aumentar os preços dez dias antes, fazendo o consumidor acreditar que está a comprar com um desconto real.

Mesmo assim, a tradição americana pegou e este ano muitas lojas que fazem descontos estendem-nos até domingo.

Lojas com descontos (veja com cuidado os preços)

  • Zara: 20% em todos os produtos
  • Worten: 20% em todos os produtos
  • Apple 20% em produtos selecionados
  • Perfumes e Companhia 25% em todos os produtos num total de ou superior a 75€
  • Oysho: 20% em todos os produtos
  • Stradivarius: 20% em todos os produtos
  • Parfois: 20% em todos os produtos e até 50% de desconto em artigos selecionados
  • The Body Shop: 40% em todos os produtos
  • Decenio: 30% em todos os produtos
  • Lion of Porches: 30% em todos os produtos
  • Women’secret: 20% em todos os produtos sem promoção na loja
  • Bershka: até menos 50% em artigos selecionados
  • Springfield: 25% em todos os produtos sem promoção e até 50% de desconto em artigos selecionados
  • Cubanas: 20% em toda a coleção outono/inverno 2016
  • Lemon Jelly: 25% em produtos selecionados
  • Óptica Boavista: 20% de desconto em todos os produtos
  • Swarovski: até 30% em todos os produtos
  • Tezenis: até 50% em artigos selecionados
  • Tous: até 30% em artigos selecionados
  • Massimo Dutti: menos 20% em artigos selecionados
  • H&M: 20% em todos os produtos
  • Uterqüe: até menos 30% em artigos selecionados
  • Sephora: 25% nos perfumes e coffrets apartir de 50ml
  • Imaginarium: 15% em todos os produtos
  • Fnac: até 50% imediato em artigos selecionados
  • Leya: até 40% em livros selecionados
  • Pull&Bear: 20% em todos os produtos