Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Parlamento Europeu aprova novas metas para reduzir poluição

Os estados-membros têm de reduzir ainda mais as emissões de poluentes atmosféricos. O obetivo é cortar em 50% os impactos da poluição na saúde até 2030

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

O Parlamento Europeu aprovou, esta quarta-feira, uma diretiva que estabelece novos valores-limite nacionais para as emissões de cinco poluentes atmosféricos. O objetivo é reduzir em 50% os impactos da poluição atmosférica na saúde.

A má qualidade do ar, sobretudo nas zonas urbanas, é responsável por 467 mil mortes prematuras anuais (das quais 6700 em Portugal), indica um relatório da Agência Europeia do Ambiente, divulgado esta quarta-feira.

Até 2030, a UE-28 tem de reduzir no seu conjunto 59% das emissões de dióxido de enxofre (SO2), 42% das de óxidos de azoto (NOx), 28% das de compostos orgânicos voláteis não-metânicos (NMVOC), 6% das de amoníaco (NH3) e 22% das de partículas finas (PM2,5), face ao emitido em 2005. E depois de 2030 estas reduções serão ainda mais ambiciosas.

Para Portugal em particular as metas são menos 63% de emissões de SO2, -36% de Nox, -18% de NMVOC; -7% de NH3 e -15% de PM2,5.

As emissões destes poluentes têm vindo a ser reduzidas na UE desde 1990, porém continuam a ter grandes impactos na saúde humana, no ambiente e nas contas públicas. O Parlamento Europeu estima que os custos externos globais com a saúde resultantes da poluição atmosférica cheguem a 940 mil milhões de euros por ano.

As principais fontes destes poluentes são os sectores dos transportes, da produção de energia, da indústria e da agricultura. Em relação ao sector dos transportes, o texto aprovado sublinha a necessidade de “identificar e corrigir legislação ineficaz em matéria de controlo da poluição atmosférica na fonte para alcançar objetivos em matéria de qualidade do ar mais amplos”. E lembra o caso da “discrepância entre as emissões reais de NOx e as emissões em fase de ensaio nos veículos a gasóleo Euro 6”.

Pegando neste caso, a relatora da directiva, a britânica Julie Girling, recorda que “a questão da qualidade do ar, combinada com o escândalo da Volkswagen e as emissões em condições reais de condução, ganhou uma relevância sem precedentes na agenda pública”.

  • Poluição mata prematuramente 6700 pessoas por ano em Portugal

    A má qualidade do ar é a principal causa ambiental de mortes prematuras em toda a Europa. Um relatório da Agência Europeia do Ambiente estima que as doenças associadas à poluição atmosférica levam à morte prematura de pelo menos 467 mil pessoas por ano na Europa, 6700 das quais em Portugal