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PJ e SIS alertaram polícia francesa sobre terrorista marroquino que vivia em Aveiro

Um dos sete jiadistas detidos em França este fim de semana vivia em Aveiro desde 2014. Foi monitorizado pelos serviços secretos e pela Judiciária, que alertaram as autoridades francesas. Suspeito é de nacionalidade marroquina

O jiadista marroquino, que vivia em Aveiro desde 2014 e era monitorizado pela PJ e pelo SIS há mais de um ano, foi uma das sete pessoas detidas pela polícia francesa em Estrasburgo e Marselha este fim-de-semana.

"A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contra Terrorismo, identificou, investigou e transmitiu às sua congéneres internacionais a possibilidade de um cidadão marroquino, de 26 anos de idade, a residir em Aveiro, com autorização de residência emitida em 2014, poder vir a integrar um grupo terrorista", diz a PJ em comunicado.

O Expresso sabe que os serviços de informações portugueses também avisaram as congéneres francesas sobre a presença deste suspeito e "tiveram um papel definitivo na última semana".

"Esse homem, que estava a ser investigação pela Polícia Judiciária, desde o verão de 2015, foi objeto de um pedido de cooperação internacional e de vigilância discreta inserido no Sistema de Informação Schengen, tendo sido detido pelas autoridades francesas durante o passado fim de semana. As investigações prosseguem em articulação com as nossas congéneres de outros países", diz ainda a PJ.

Os homens detidos na operação antiterrorista do último fim-de-semana eram de origem francesa, marroquina e afegã, com idades entre os 29 e 37 anos. Dois foram levados pelas autoridades em Marselha e os restantes em Estrasburgo. Seis dos suspeitos não estavam sinalizados pelos serviços de segurança, disse ainda o ministro.

Esta ação policial em França aconteceu a cinco dias da abertura do popular mercado de Natal de Estrasburgo, ponto de encontro para muitos franceses e turistas europeus, ainda que nenhuma informação tenha sido adiantada sobre o local escolhido para o potencial atentado.

Segundo Bernard Cazeneuve, um total de 43 pessoas foram presas em novembro, resultado das operações antiterroristas realizadas após os ataques realizados em França pelo autoproclamado Estado Islâmico. O primeiro aniversário sobre o de Paris, onde 130 pessoas morreram, foi assinalado no dia 13.

A notícia foi avançada em primeira mão pela revista "Sábado".