Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Os jogos do saber

getty images

Durante quatro dias, no início deste mês, Atenas recebeu a edição inaugural das Olimpíadas de Quiz. Vindos de todo o mundo, 200 dos melhores especialistas em jogos de cultura geral lutaram por medalhas iguais às dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna. Portugal esteve presente com oito “atletas”

À hora certa, Chris Jones, fundador da International Quiz Association (IQA), pede silêncio aos mais de cem jogadores que enchem uma das salas do Divani Caravel, hotel de cinco estrelas no centro de Atenas. Em cima das mesas, apenas as folhas com perguntas (viradas para baixo), o impresso para anotar as respostas, canetas e pequenas tigelas com rebuçados. Logo no primeiro dia, Jones lembrou as regras que já todos conhecem: não é permitido trocar ideias com o parceiro do lado, nem copiar, nem usar qualquer tipo de aparelho eletrónico — “exceto os pacemakers, claro”. A atmosfera é tensa, a ansiedade aumenta, há pernas que tremem e dedos que alisam, nervosamente, t-shirts engelhadas. Os melhores jogadores de quiz do mundo, verdadeiras enciclopédias humanas vindas de vários continentes (Europa, América, Ásia e Oceânia), preparam-se para mais uma etapa da primeira edição da Olimpíada de Quiz. O organizador levanta a voz: “Toda a gente tem as perguntas?” Jorge Páramos, um dos oito representantes de Portugal, responde com humor: “Sim, temos, mas precisávamos mesmo era das respostas.”

Ainda a rir, viro a folha e deparo com a primeira questão. Este é um quiz de “especialista”, só sobre um tema. Dos 12 possíveis — metade eruditos, metade populares — cada jogador pode escolher seis. Para honrar o curso de Biologia concluído há mais de vinte anos, e logo trocado pelo jornalismo, escolhi Ciências, a par de Geografia, História, Artes Performativas, Artes Visuais, e Literatura (a maior aposta, uma vez que escrevo sobre livros semanalmente há mais de 15 anos). Agora, já não vou a tempo de me arrepender. Mas é arrependimento o que me espera. Ao ler aquela primeira das 50 perguntas de Ciências, a que é preciso responder em meia hora, compreendo que a frase do Jorge não era humorística mas profética: “Ele foi o primeiro japonês alguma vez distinguido com o Nobel, em 1949, ‘por ter previsto a existência de mesões, com base num trabalho teórico sobre forças nucleares’. Em 1955, juntou-se a dez outros destacados cientistas e intelectuais na assinatura do Manifesto Russell-Einstein, que exigia o desarmamento nuclear. Deu o seu nome a um tipo de interação que pode ser usado para descrever a força nuclear entre nucleões (que são fermiões), mediada por mesões pseudoescalares. Quem é?”

Boi a olhar para um palácio. É assim que me sinto. Mas não só eu. Pela quantidade de suspiros que oiço à minha volta, confirmo que o grau de exigência atingiu um pico. Como os organizadores não se cansam de repetir, na maior parte dos jogos da Olimpíada há dois tipos de perguntas: as difíceis e as extraordinariamente difíceis. Acontece que o quiz de Ciências foi ainda mais longe, atingindo um nível de dificuldade verdadeiramente estratosférico. Basta dizer que o vencedor, Pat Gibson, quatro vezes campeão do mundo e atual segundo classificado do ranking mundial, terminou a prova com 26 pontos. Ou seja, pouco acima dos 50% de respostas certas. Sofia Santos, 36 anos, a única mulher na delegação portuguesa, não esconde o seu desapontamento: “Este era o tema em que mais apostava, por ser o da minha área. Infelizmente, tornaram-no quase impossível de jogar. Basta dizer que uma das perguntas se referia a rácios do DNA de que eu nunca ouvi falar. E eu sou investigadora em genética, com um doutoramento!” O melhor português foi, nem de propósito, Jorge Páramos, professor na Faculdade de Ciências do Porto, com 16 pontos. “Se soubesse que ia ser assim, tinha apostado no quiz ‘popular’ que se realizou à mesma hora, com menos participantes. Já o vi e talvez fizesse perto de 24 pontos, o que daria para lutar pela medalha de prata.” (Para quem tenha ficado curioso, o Nobel japonês da Física foi Hideki Yukawa.)

Sair de Atenas com medalhas, a bem dizer, nunca esteve sequer no horizonte da delegação portuguesa. Paulo Martins, 34 anos, um dos fundadores da QuizPortugal, que organizou os dois primeiros campeonatos nacionais e mantém uma liga online diária, nunca teve ilusões. “Nós ainda estamos muito no princípio. A participação internacional começou em 2012, no campeonato europeu de Tartu (Estónia), e só este ano é que conseguimos juntar oito jogadores, de modo a formar duas equipas.” O desnível competitivo em relação aos países mais fortes, como a Inglaterra, a Bélgica e a Noruega, continua a ser gigantesco. “Convém ter presente que muitos dos jogadores que participam nestes campeonatos são profissionais. Preparam-se meses a fio, ganham muito dinheiro em programas de televisão — quer como participantes quer como escritores de perguntas — e é para eles que estes quizzes são feitos. Nós, os amadores, que dedicamos a isto apenas o nosso tempo livre, não temos quaisquer hipóteses.” Ainda assim, os resultados foram razoáveis. Numa das provas, Portugal ficou coletivamente em 14º lugar, entre 26 países.

Sem surpresa, a melhor performance portuguesa coube ao bicampeão nacional, Rodrigo Castro, 46 anos, oficial da Marinha. Comparando com os torneios em que participou anteriormente, os campeonatos da Europa em Liverpool (2013) e Roterdão (2015), sentiu que o grau de dificuldade foi maior mas que também houve um progresso do seu nível de jogo. “No universo do quiz, a experiência acumulada e a prática constante são essenciais. Não é uma questão de estudar determinados temas, decorar listas de factos, ou criar mnemónicas, embora toda a gente o faça. Importante mesmo é praticar.” Além das idas a campeonatos e dos quizzes de bar em Lisboa, Rodrigo participa em várias ligas na internet. “Só assim se melhora. Só a prática nos aproxima da perfeição.”

Novato nestas andanças internacionais, José André, 35 anos, professor universitário de Filosofia, destacou-se este ano no panorama português, ao ficar logo atrás de Rodrigo Castro na prova individual do recente campeonato nacional e ao vencer a prova de pares. Na Olimpíada, previsivelmente, o cenário revelou-se mais complicado. “Ao primeiro impacto, percebemos logo que isto é outra dimensão. Já não se trata apenas de cultura geral. É mais do que isso. Há muitas perguntas sobre factoides, curiosidades antigas, nomes muitíssimo específicos em todas as áreas. Coisas que escapam à rede do que vamos encontrando na vida de todos os dias, nas coisas que vemos ou lemos. Para competir de igual para igual, era preciso um tipo de estudo orientado que requer muito tempo. Nenhum de nós pode dar-se ao luxo de usufruir desse tipo de disponibilidade e dedicação. E, no meu caso, nem sei se gostaria de o fazer.” Mais importante, garante, é o prazer do jogo pelo jogo e o convívio.

No caso dos portugueses, o convívio acabou por ser constante, porque os oito participantes partilharam um mesmo apartamento, alugado no Airbnb, perto da praça Syntagma, a partir do qual se deslocavam, a pé, até ao hotel. Estritamente amadores, pagaram do seu bolso a inscrição na Olimpíada (375 euros), as viagens e a estadia. Chris Jones tem consciência deste sacrifício. “Fico muito impressionado ao ver até que ponto as pessoas se esforçam para conseguir chegar aqui. Há 15 anos, quando comecei a alugar autocarros para levar companheiros até à Bélgica, no que foram os nossos primeiros jogos fora de Inglaterra, nunca imaginei que hoje seria possível ver, a uma mesma mesa, jogadores da Estónia, da Índia, da Austrália e de Portugal.” Quando surgiu a ideia de criar uma Olimpíada de Quiz, Atenas impôs-se como o lugar óbvio para a primeira edição, à imagem dos Jogos Olímpicos de 1896, os primeiros da era moderna, inaugurada pelo barão Pierre de Coubertin. “Nesses Jogos, participaram 146 atletas, de 14 países. Queríamos ultrapassar esses números.” E conseguiram: no total, jogaram 201 quizzers, de 26 países. Só uns quantos conseguiram chegar às medalhas, réplicas perfeitas das entregues no Estádio Panatenaico, há 120 anos, mas todos levaram uma de participação.

getty images

Em termos logísticos, a Olimpíada foi o maior empreendimento de sempre da IQA. Jane Allen, que liderou uma equipa de dez pessoas (uma das quais, Sarah Head, medalha de bronze pelo Reino Unido em ténis de mesa, nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012), estava exausta no último dia, já depois da derradeira entrega de medalhas, mas ainda se dispôs a fazer um balanço: “Trabalhámos em permanência durante estes dias, porque quisemos publicar os resultados o mais rapidamente possível. No total, foram usadas 1500 perguntas, mas para chegar a essas foram escritas e discutidas mais de 3000. Foi um longo processo, que durou cerca de dois anos e meio. Mas acho que valeu a pena.” Quem também não teve descanso, para que não faltassem enunciados e folhas de resposta, foram as fotocopiadoras das redondezas. “Imprimimos mais de 12 mil páginas. Sorry, trees!”

Além dos jogos oficiais — por equipas de cada país, individuais e de clubes (quase sempre com nomes engraçados, como ‘Triviata’, ‘Electric Unicorns’, ‘A Flock of Steven Seagals’ ou ‘Portuguese In Quizzition’), foram experimentados novos formatos. Um deles, o Speed Quiz, revelou-se apenas disparatado. Consistia em responder a 80 perguntas de escolha múltipla no intervalo de... dois minutos. Quem escolhia opções ao acaso conseguia resultados quase sempre melhores do que os obtidos por quem ainda se esforçava para tentar perceber o que era perguntado. Como se esta vertigem toda não fosse bastante, os três finalistas responderam a 60 perguntas num minuto. Ao fim de um dia de competição, com as meninges em papa, este exercício de correria insana revelou-se o único verdadeiro flop da Olimpíada. Pelo contrário, o Knockout Quiz funcionou muito bem, ao emparelhar aleatoriamente jogadores, independentemente do seu nível. Como sublinha Jane Allen, neste quiz não apenas podemos jogar ao lado dos monstros sagrados da modalidade (o equivalente a Usain Bolt, no atletismo; ou Novak Djokovic, no ténis), como podemos, com um pouco de sorte no sorteio, defrontá-los diretamente, cara a cara, num duelo de cinco perguntas, a eliminar.

Não foi o meu caso, mas nem sequer me posso queixar de má fortuna, porque consegui chegar à ronda 4, a dos últimos 32. Comecei por me sentar à mesa com Mark Rae, um escocês avantajado que trabalha para uma empresa de tecnologias da informação, cabelo grisalho, natural de Glasgow, a viver atualmente na ilha de Skye, a maior e mais setentrional do arquipélago das Hébridas. Depois de um 2-2, fui feliz no desempate (aproximação ao valor da massa atómica do cobre). Na ronda seguinte, o emparelhamento deixou-me sem adversário. Na terceira ronda defrontei um russo, Denis Peskov, especialista em sistemas de prevenção de fogos numa empresa de engenharia moscovita (vitória por 2-1). E, na quarta, coube-me o norueguês Leif-Atle Heen, professor de inglês em Oslo. Após novo nulo (2-2), fui traído pelo desempate, no qual era preciso indicar quantos episódios teve, no seu todo, a série televisiva “Friends”. Eu escrevi 210. Ele, 216. Eram 236. Passou o nórdico e eu fiquei a vê-lo chegar, bravamente, aos últimos oito.

Num dos dias, os quizzes começaram às nove da manhã e só acabaram depois das duas da madrugada do dia seguinte. Além das provas principais, houve toda uma oferta de fun quizes e icebreakers, como se estivéssemos no equivalente aos restaurantes ‘coma-tudo-o-que-conseguir’ para viciados em jogos de cultura geral. Algumas autodenominadas quiz widows (“viúvas do quiz”) desabafavam nos corredores umas com as outras, resignadas à mania dos maridos, que as arrastam até cidades estrangeiras para ficarem fechados em hotéis. Na tarde de sábado, sem jogos na agenda, lá os conseguiram levar na visita de grupo até à Acrópole, berço da nossa civilização, de onde se vê Atenas a perder de vista, o mar ao longe e o porto do Pireu. À sombra do Partenon, um dos jogadores alemães debitava informações detalhadas sobre cada capitel, cada bloco de mármore. As widows, compreensivelmente, viraram costas e puseram-se a chamar um gato que andava por ali, perdido entre as ruínas.

Feitas as contas finais, houve dois jogadores que se destacaram. Olav Bjortomt, um inglês nascido de pai norueguês e mãe filipina, venceu o quiz individual, alcançando uma espécie de triple crown: título olímpico, a juntar a dois títulos mundiais (2003; 2015) e um europeu (2010). Atualmente, a sua ocupação principal é escrever perguntas para um dos programas de cultura geral da televisão inglesa (“The Chase”, na ITV), depois de ter feito durante muito tempo um quiz diário no jornal “The Times”. Mais do que no Reino Unido, “onde a maioria das perguntas são sobre assuntos muito especificamente britânicos, como nomes de pubs, tipos de cerveja e linhas ferroviárias”, prefere jogar nas provas internacionais, onde se revela forte em todas as categorias, mas especialmente nas de cultura popular: cinema, TV, música. E como é que se prepara? “Lendo muito, lendo tudo o que posso, revendo listas mentais de factos, esforçando-me para não esquecer nada.” Aos 37 anos, acha que está perto de atingir o pico das suas capacidades mentais, que “acontece provavelmente entre os 40 e os 45 anos”, mas espera manter-se no topo durante mais umas décadas. “Veja o caso do Kevin. Aos 57 anos, ainda é o melhor de nós todos.”

Bjortomt refere-se ao seu colega de equipa, o também inglês Kevin Ashman, o melhor jogador de sempre, cinco vezes campeão do mundo e seis vezes campeão da Europa, verdadeira lenda viva do mundo do quiz e figura pública no Reino Unido, onde participa regularmente num dos programas de cultura geral mais populares (“Eggheads”, BBC). Só desta Olimpíada leva, na bagagem, 13 medalhas, oito delas de ouro. Quando lhe perguntei se podemos considerá-lo o Michael Phelps do quiz, ele limitou-se a sorrir, abanando a cabeça. E quando lhe pedi que me explicasse como é que consegue acumular tanta informação, apressou-se a dizer que tem boa memória, mas não fotográfica: “Quem me dera!” Então, como é que faz? “Olhe, por um lado nunca desligo, estou sempre a absorver factos, o máximo de informação, registo tudo o que se passa à minha volta. Imaginemos que estou em Londres, no metro, a subir as escadas rolantes. Aproveito sempre para ler os cartazes, mesmo de coisas que não me interessam, absorvendo nomes de cantores, títulos de espetáculos ou exposições, pensando em perguntas que se podem fazer sobre esses factos.” Pergunto: “Factos como, por exemplo, quem inventou a escada rolante, já que está a usar uma?” Ashman reage em menos de um segundo: “Essa invenção é creditada a alguém que responde pelo nome de Jesse Reno, creio.” E volta a sorrir.

O futuro não o preocupa. “Vou continuar enquanto conseguir e me der gozo. À medida que envelheço, noto que a velocidade de processamento já não é a mesma, mas acho que ainda andarei por cá mais uns tempos.” Esperemos que sim, porque é impressionante vê-lo em ação, respondendo a questões tão inesperadas como o nome de um bovino que só foi descoberto em 1992 e existe apenas numa área pequena, entre o Laos e o Vietname (Saola); a banda de ‘heavy metal’ de que o atual Presidente da Indonésia é fã assumido (Napalm Death); ou a única lua do planeta-anão Eris, um dos objetos transneptunianos (Dysnomia). Tudo respostas dadas por Ashman na finalíssima da competição por equipas, em que a Inglaterra esmagou a Noruega (99-56), num duelo com perguntas quase impossíveis, cada uma mais difícil do que a anterior, escondidas atrás de temas opacamente misteriosos: “Eat Frozen”, “Lonely Mountains”, “Elephant in the Room”, “Linked by a Woman” ou “Really Old”.

Enquanto não há decisão sobre a próxima Olimpíada, em 2020 (Nova Iorque já se candidatou), pode ser que os craques visitem Lisboa num dos próximos campeonatos da Europa. Chris Jones não fecha a porta: “Para o ano será na Finlândia. Mas, num dos anos seguintes, acho que faria todo o sentido rumarmos à vossa capital. Já andamos a ponderar seriamente essa hipótese.”

10 perguntas olímpicas

1 Nascida em Nova Iorque no ano de 1923, filha de pais gregos, que cantora de ópera (soprano) teve a sua estreia em 1947, numa récita de “La Gioconda” em Verona?

2 Dramaturgo da Grécia Antiga, que foi o autor de comédias como “Os Pássaros” (414 a. C.), “Lisístrata” (411 a. C.) e “As Rãs” (405 a. C.)?

3 Qual o nome francês usado para descrever o estilo de pintura em que o propósito é iludir o observador, fazendo-o pensar que o detalhe pintado (um objeto) tem efetivamente três dimensões?

4 Que movimento adotou o nome de um lendário trabalhador da URSS, mineiro que usou métodos inovadores para aumentar a sua produtividade, tornando-se um modelo para todos os operários soviéticos?

5 Após um acidente de aviação, ocorrido em 1946, certo magnata ficou acamado durante muito tempo, com queimaduras de terceiro grau, um pulmão colapsado e uma clavícula partida. Durante a convalescença, desenhou uma cama que correspondia às principais necessidades dos pacientes forçados a longos períodos de hospitalização. Esse modelo é considerado o precursor das camas que se usam atualmente para esse fim. Quem era o magnata?

6 Se ordenarmos alfabeticamente os Parques Nacionais dos EUA, Acadia é o primeiro da lista. Que parque conhecido, cobrindo uma área de aproximadamente 600 quilómetros quadrados, é o último dessa mesma lista?

7 Em 2007, num leilão da Sotheby’s em Melbourne, a Australia National Gallery pagou 2,4 milhões de dólares pela obra “Warlugulong”, de Clifford Tjapaltjarri (1932-2002), esmagando o recorde do maior valor alguma vez pago por um trabalho de arte aborígene. Tjapaltjarri é por vezes referido pelo seu nome do meio, um nome que os australianos atribuem a certos marsupiais. Que nome é esse?

8 Qual o nome dado à fronteira que separa a crosta terrestre do manto?

9 Compilado perto do fim do século XV, o “Annála Uladh” é um registo histórico dos eventos ocorridos entre 431 e 1540 em que região da Europa?

10 Em tempos considerada a maior estrela conhecida no universo, esta estrela vermelha hipergigante fica a cerca de 4900 anos-luz da Terra. Como se chama este corpo celeste, cujo nome latino corresponde ao da constelação em que se encontra, e de que também fazem parte, entre outras, as estrelas Murzim, Wezen e Adharaz?

Soluções

1. Maria Callas; 2. Aristófanes; 3. Trompe-l’oeil; 4. Stakhanovismo (inspirado pelo mineiro Alexei Stakhanov, 1906-1977); 5. Howard Hughes; 6. Zion, no Utah; 7. Possum; 8. Descontinuidade de Mohorovičić; 9. Ulster (no norte da Irlanda); 10. VY Canis Majoris

Pontuação

0 respostas certas — Tenha calma, não desespere, houve certamente mais leitores a ficar em branco
1 a 2 respostas — Alcançou o mínimo dos mínimos (mas pelo menos é um mínimo ‘olímpico’)
3 a 4 respostas — Nada mau. Experimente jogar um quiz de vez em quando (há cada vez mais oferta, em bares e associações), pode ser que lhe apanhe o jeito... e o vício
5 a 6 respostas — Parabéns, já revela um nível muito bom. Continue, insista, aprenda sempre mais, está no bom caminho
7 a 8 respostas — Bravíssimo. Se tivesse viajado até Atenas, faria melhor figura do que qualquer dos jogadores portugueses
9 a 10 respostas — Das três, uma: ou veio ver as soluções, o que é feio; ou consultou o Google, o que é batota; ou é inglês e chama-se Kevin Ashman (well done, sir)

Artigo publicado na edição do EXPRESSO de 12 de novembro de 2016