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Sete militares dos comandos não ficam em prisão preventiva

GONÇALO ROSA DA SILVA

Todos os arguidos vão aguardar julgamento em liberdade, mas seis ficam com termo de identidade e residência e o sétimo, o médico Miguel Domingues, ficará suspenso de exercer funções militares

Os sete militares que foram detidos na quinta-feira por suspeita de envolvimento na morte de dois alunos do 127º curso dos comandos não vão ficar em prisão preventiva, garantiu ao Expresso um fonte próxima do processo. Ou seja, vão aguardar julgamento em liberdade.

De acordo com um comunicado do Tribunal de Instrução Criminal da Instância Central de Lisboa, enviado esta sexta-feira à noite e citado pela Lusa, seis dos militares, que estão indiciados por um crime de ofensa à integridade física, vão ficar sujeitos a termo de identidade e residência.

O sétimo arguido, o médico Miguel Onofre da Maia Domingues, que está indiciado por dois crimes de homicídio negligente, foi suspenso de exercer funções militares tanto no Regimento de Comandos como noutras unidades de saúde militares.

O interregatório do juiz de instrução aos detidos, que iria ditar quais as medidas de coação a aplicar, decorreu durante o final de tarde e início da noite de sexta-feira, no Campus da Justiça, em Lisboa.

O Expresso sabe que todos apenas o médico Miguel Domingues prestou declarações e que os restantes seis militares ter-se-ão remetido ao silêncio.

Os sete foram detidos na quinta-feira pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa que os indiciou pelo crime de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça Militar) que é punivel, segundo o código de justiça miltar, com penas entre oito e 16 anos de prisão, quando há casos de mortes.

A Procuradora Cândida Vilar, titular do processo, considera que recai sobre os sete militares as suspeitas de terem causadao a morte aos dois instruendos, Hugo Abreu e Dylan Silva, que morreram a 4 de setembro durante uma das aulas do curso de comandos. Nesse mesmo dias, outros alunos tiveram de ser assistidos no hospital.

Notícia atualizada às 00h05 com as meidas de coação impostas pelo juiz