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Secretas. Provado crime de violação do segredo de Estado

Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do SIED

NUNO BOTELHO

Juízes deram como provados os crimes de violação de segredo de Estado e acesso ilegítimo a dados no caso das secretas, onde é arguido o ex-diretor-geral do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, Jorge Silva Carvalho

O coletivo de juízes liderado por Rosa Brandão deu como provados os crimes de violação de segredo de Estado e acesso ilegítimo a dados no caso das secretas. A sentença está a ser lida esta tarde no Campus da Justiça, em Lisboa.

O antigo diretor-geral do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, principal arguido no caso, foi condenado por acesso ilegítimo ilegal, acesso indevido a dados pessoais, acesso ilegítimo agravado, abuso de poder, violação do segredo de Estado e devassa da vida privada, sendo absolvido do crime de corrupção passiva. Também Nuno Vasconcellos foi absolvido do crime de corrupção ativa.

João Luís, ex-diretor operacional do SIED, foi condenado por acesso ilegítimo ilegal agravado, enquanto Gisela Teixeira, ex-funcionária da Optimus, foi condenada por acesso indevido a dados pessoais e por violação do segredo profissional.

Segundo a acusação,o diretor-geral do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa cedeu informações classificadas dos serviços secretos a Nuno Vasconcellos, presidente da Ongoing.

Em declarações ao Expresso, o advogado de Silva Carvalho disse na quinta-feira estar à espera que o seu cliente seja condenado, sublinhando ainda ter “uma franca esperança que possa haver uma absolvição quanto à violação do segredo de Estado e a corrupção”.

Em janeiro, o ex-espião afirmou que era frequentes as práticas ilegais dentro dos serviços secretos, tendo inclusivamente o SIED
equipamentos para realizar escutas.

(Atualizada às 17h11)

  • Advogado do superespião: “O meu cliente vai ser condenado”

    João Medeiros, que defende o ex-diretor-geral do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa, considera que Jorge Silva Carvalho não deverá escapar a uma condenação por acesso ilegítimo à lista de chamadas de um jornalista do “Público”. O advogado tem confiança, ainda assim, que o antigo superespião será absolvido dos crimes de corrupção e violação do segredo de Estado de que está acusado. O julgamento está previsto terminar esta sexta-feira