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Advogado pede libertação imediata dos sete Comandos

António Pedro Ferreira

Varela de Matos entregou esta manhã no Supremo Tribunal de Justiça um pedido de “Habeas corpus”, invocando que há “ilegalidade” na detenção dos militares

O advogado Varela de Matos entregou esta sexta-feira no Supremo Tribunal de Justiça, em Lisboa, um pedido de "habeas corpus" para libertação imediata dos sete militares dos comandos detidos para interrogatório judicial, disse o advogado à Lusa.

"Há ilegalidade na detenção dos militares", frisou o advogado de alguns dos militares.

Varela de Matos, que é um dos candidatos a Bastonário, falou à porta da Ordem dos Advogados esta tarde sobre a providência de "habeas corpus" para a libertação dos militares comandos que foram ilegalmente detidos. "Entregarei cópia do requerimento, carimbada pelo STJ", afirmou.

Varela de Matos, requereu que os sete militares não sejam ouvidos pelo juiz de instrução antes de ser apreciada a legalidade da sua detenção.

Os sete militares com responsabilidades no 127.º curso de Comandos foram detidos, numa operação conjunta do DIAP de Lisboa e da PJ Militar.

Esta sexta-feira, os sete arguidos deverão ser ouvidos no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa e ficar a conhecer as medidas de coação a que irão ficar sujeitos.

O gabinete de comunicação do Supremo já confirmou o pedido feito por Varela de Matos. O Expresso sabe que esse pedido só será feito depois da decisão do juiz sobre as medidas de coação que serão aplicadas aos militares.

Só em caso de prisão preventiva o “Habeas corpus” será então analisado, o que deverá acontecer já na próxima semana.

(Em atualização)