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Peritos reclamam consultas mais longas

Adam Berry / Getty Images

Médico e doente devem ter tempo para analisarem e partilharem as decisões. Medida faz parte de uma estratégia contra a iliteracia nesta área, apresentada esta terça-feira pela Escola Nacional de Saúde Pública

O tradicional comentário de 'visita de médico' para descrever um acontecimento rápido terá de mudar. As consultas devem ser mais longas para permitir que clínico e doente tenham tempo suficiente para tomarem decisões em conjunto. A proposta faz parte de uma estratégia para promover a literacia dos portugueses neste domínio e é apresentada esta terça-feira pela Escola Nacional de Saúde Pública.

No âmbito do projeto "Saúde que Conta, uma Estratégia Nacional para a Literacia em Saúde", iniciado em 2011, os peritos propõem também alterações na formação dos profissionais, sobretudo clínicos, e nos meios tecnológicos habitualmente utilizados. Em termos concretos, é preciso "reforçar os currículos de medicina tendo em vista a aquisição de competências em comunicação", desde logo para que os profissionais sejam capazes de "desmistificar o discurso técnico".

A estratégia incluirá ainda a necessidade de "adequar sistemas de informação para que seiam universais, interoperáveis e efetivamente centrados no cidadão", bem como a criação de "plataformas de partilha online disponíveis para todos".

61% da população sem literacia em Saúde

O projeto, apoiado pela farmacêutica Lilly, contou com a participação de profissionais de diferentes áreas, da medicina, educação, jornalismo, sociologia até à sociedade civil. Tem como objetivo "acompanhar, avaliar, debater e promover a capacitação de 61% da população com um nível de literacia em Saúde problemático ou inadequado", lê-se na apresentação enviada ao Expresso.