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Gestores hospitalares ‘encostados à parede’

TIAGO PETINGA / Lusa

Administradores hospitalares vão ter a reclamada autonomia, mas o ministro da Saúde vai aumentar-lhes a responsabilização. Quem não cumprir os objetivos será afastado

A partir de janeiro, as administrações dos hospitais públicos vão poder beneficiar de maior autonomia na gestão, garantiu esta segunda-feira o ministro da Saúde. Em troca, Adalberto Campos Fernandes exige o cumprimento rigoroso dos objetivos definidos para cada unidade e afastar quem não faça o seu trabalho de "uma forma correta".

No Parlamento para discutir o orçamento da Saúde, o governante assegurou esta manhã perante os deputados que "os contratos programa serão pela primeira vez assinados até 31 de dezembro" e que "os conselhos de administração terão responsabilidades acrescidas para cumprirem o que assinaram com a Administração Central do Sistema de Saúde".

Aos deputados, o ministro adiantou ainda que a partir do próximo ano os administradores dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde serão sujeitos a uma avaliação "independente e idónea" ao seu desempenho. A medida era há muito pedida pelos gestores e deverá permitir que as unidades com melhores resultados tenham por isso 'tratamento' diferenciado pelo executivo.

  • Hospitais sem dinheiro para equipamentos

    Gestores denunciam falta de camas, aparelhos de TAC ou de ressonância. Doentes esperam ou vão ao privado. Ministro da Saúde está esta segunda-feira a explicar o orçamento do sector aos deputados e promete renovar “a plataforma tecnológica do Serviço Nacional de Saúde, ajustando-a às necessidades dos portugueses” até ao final da legislatura