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Armando Vara volta a poder falar com Sócrates

Rui Duarte Silva

As medidas de coação que tinham sido aplicadas a Vara no âmbito da Operação Marquês foram levantadas, por se ter esgotado o prazo de um ano que o Ministério Público tinha para acusar o arguido, segundo avança o “Diário de Notícias”

Armando Vara, constituído arguido no âmbito da Operação Marquês, deixou de estar proibido de falar com José Sócrates e outros arguidos do mesmo processo, devido ao levantamento das medidas de coação que decorreu do fim do prazo que o Ministério Público tinha para acusar Vara dos crimes de que estava indiciado.

Segundo a edição deste sábado do “Diário de Notícias”, expirou o prazo de um ano que corria desde que o tribunal de instrução decretou para Armando Vara um conjunto de medidas de coação, entre as quais a proibição de contactar outros arguidos mas também a proibição de viajar para o estrangeiro sem autorização do juiz Carlos Alexandre.

Armando Vara foi detido em julho de 2015 em sua casa, sob a suspeita de ter sido corrompido quando era administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), para viabilizar o financiamento do empreendimento turístico de Vale de Lobo, no Algarve.

Vara chegou a estar em prisão domiciliária com pulseira eletrónica durante três meses, mas após a recolha de elementos e a audição de testemunhas o Ministério Público concluiu que já não havia risco de perturbação do inquérito, retirando a pulseira ao antigo administrador da CGD.

Segundo o “Diário de Notícias”, entre as medidas de coação que foram aplicadas a Armando Vara apenas uma não foi revertida: a caução de 300 mil euros que o arguido foi obrigado a entregar ao Estado.