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Pedro Dias tentou incriminar outras duas pessoas, garante militar da GNR

Testemunho do militar da GNR que sobreviveu em Aguiar da Beira é uma das peças-chaves da investigação da Polícia Judiciária. Mónica Quintela, advogada de Pedro Dias, garante desconhecer essa informação, já que não teve acesso ao processo

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

O militar de GNR baleado em Aguiar da Beira, na madrugada de 11 de outubro, revelou aos investigadores da PJ que Pedro Dias o obrigou a telefonar para o posto da Guarda a pedir dados sobre dois irmãos suspeitos de furtos. A notícia foi avançada pelo "Correio da Manhã" e confirmada ao Expresso por fonte da PJ.

O testemunho do militar sobrevivente é considerado uma das peças-chave da investigação da Judiciária sobre o caso do fugitivo de Aguiar da Beira.

O objetivo desse telefonema, na versão da vítima, era causar confusão sobre o caso e que recaíssem suspeitas sobre esses dois homens nos crimes que ocorreram nessa madrugada, e que causaram duas vítimas mortais, entre elas o colega da GNR que estava no mesmo local.

Mas esta testemunha acabou por sobreviver ao tiro, alegadamente disparado por Pedro Dias, e pôde contar esta versão dos factos à PJ.

Mónica Quintela, advogada de Pedro Dias, garante desconhecer essa informação já que não teve acesso ao processo. "Agradeço a informação. Quando tiver acesso ao processo, e ele se tornar público, poderei dizer se isso corresponde ou não à verdade. Isto não me foi transmitido ontem no tribunal", afirma ao Expresso.

Pedro Dias ficou em prisão preventiva "dado o elevado perigo de fuga, continuação da atividade criminosa, perturbação do inquérito e alarme social".

O suspeito do duplo homicídio em Aguiar da Beira, ocorrido na madrugada de 11 de outubro, foi indiciado por dois crimes de homicídio qualificado, três de homicídio qualificado na forma tentada, três crimes de sequestro e um de roubo.

Ao juiz recusou-se a prestar declarações. "Quando a defesa tiver acesso ao processo Pedro Dias prestará declarações. Com o processo em segredo de justiça não fala", diz ao Expresso Mónica Quintela, advogada do suspeito.

A defesa já anunciou que vai recorrer da decisão.

[Título atualizado às 16h17]

  • Pedro Dias fica em prisão preventiva

    O suspeito de duplo homicídio em Aguiar da Beira ficará em prisão preventiva e não falou em tribunal. "Quando a defesa tiver acesso ao processo Pedro Dias prestará declarações", diz ao Expresso Mónica Quintela, advogada do suspeito