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Moradia onde ‘Piloto’ se entregou era vigiada há mais de uma semana

Condomínio em Arouca estava debaixo de olho da PJ desde 31 de outubro, altura em que o Ministério Público emitiu um mandado de busca no local. Suspeitas confirmaram-se esta terça-feira

A moradia em Arouca onde Pedro Dias se entregou às autoridades estava sob vigilância desde 31 de outubro. Foi nessa data que o Ministério Público autorizou um mandado de busca no local, revelou ao Expresso uma fonte da investigação.

Nos últimos dias, foram crescendo as suspeitas de que o alegado homicida, que esteve desaparecido durante quatro semanas, se escondera na residência, que pertence a um amigo. Mas a PJ optou por adiar as buscas até ter a certeza de que 'Piloto', como era conhecido, se encontrava no seu interior.

As suspeitas foram confirmadas ao final da tarde desta terça-feira, quando três advogados, entre eles Mónica Quintela, chegaram ao local acompanhados pela equipa de jornalistas da RTP.

De acordo com a mesma fonte, as autoridades não iniciaram de imediato as buscas domiciliárias, por entenderem que "não era sensato invadir a casa com tanta gente toda lá dentro".

A Judiciária confirma que os advogados, que tinha estado reunidos anteriormente com a família de Pedro Dias em Coimbra, contactaram, esta terça-feira, o diretor da PJ Almeida Rodrigues por telefone. Este, por sua vez, ordenou que os inspetores do Departamento de Investigação Criminal da Guarda da PJ avançassem com a prisão de Pedro Dias.

A detenção terá ocorrido poucos minutos depois do telefonema de Almeida Rodrigues. Mas segundo a mesma fonte da investigação, ter-se-ia sempre realizado na noite de terça-feira mesmo sem a ordem da diretoria, logo após a saída de advogados e jornalistas.

Pedro Dias, que é suspeito de cinco crimes de homicídio qualificado, três dos quais na forma tentada, dois crimes de sequestro, pelo menos dois crimes de roubo e um crime de furto, é esta quinta-feira ouvido por um juiz de instrução que irá definir as medidas de coação a aplicar.

O alegado homicida acusou a GNR de ter ordens para o abater e revelou que foi alvo de ameaças de morte, por telefone, de um sargento durante a manhã seguinte aos crimes em Aguiar da Beira, que vitimaram um militar da GNR e um civil. Uma versão contestada pela GNR. "A Guarda nunca deu qualquer ordem para matar", disse ao Expresso uma fonte oficial da GNR.