Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Riviera Maia: sol, mar, história, golfinhos

Foto 1

foto marco grieco

Se o friozinho de outono já começa a incomodar, é fugir para onde o verão dura todo o ano

Marco Grieco

Marco Grieco

Diretor de Arte

Não é preciso muito luxo para desfrutar de umas férias cinco estrelas na Riviera Maia. Sol a brilhar quase todo o ano, águas tépidas e agradáveis, nunca abaixo dos 22 graus centígrados, antigas e novas histórias para aprender e para contar, selva quase virgem, culinária rica e saborosa, cenários de sonho...

Ao contrário do que se pode depreender das inconsequentes palavras de Donald Trump, candidato republicano eventualmente derrotado nas próximas eleições americanas, o México não merece um muro que o separe do mundo. No caso específico da península do Iucatão, era mais um muro para separar o resto do mundo de um paraíso. Um muro que protegesse o antepassado registo da antiga cultura maia das hordas de turistas, muito mais interessados em souvenirs chineses do que na rica história desta civilização extinta.

Terra de história com “H” grande, a península do Iucatão separa o mar das Caraíbas do Golfo do México e foi desde sempre um ponto de passagem e paragem na América Central. Ligada ao legado maia, por conta de aí se encontrarem alguns dos vestígios mais bem conservados desta civilização, tem em Chichén Itzá e Tulum duas das suas atrações incontornáveis.

A primeira, famosa pela pirâmide — ou templo — de Kukulcán (foto 1) e pelo campo de jogo da bola — antepassado dos modernos jogos coletivos de futebol ou basquete —, bem merece uma longa visita para conhecer todos os prédios históricos e perceber a importância e dignidade que a morte emprestava aos seus heróis.

Em Tulum, única zona arqueológica da península que se encontra junto ao mar, fica-se a saber ainda mais sobre a tecnologia, arte, arquitetura, matemática e astrologia da civilização que viria a ser dizimada com a violenta chegada dos nossos vizinhos espanhóis, nos primórdios do século XVI.

Foto 2

Foto 2

foto marco grieco

Se a ideia for menos ruínas e mais piscinas, não pode perder a oportunidade de mergulhar num cenote. Cavidades naturais no solo, decorrentes da queda de meteoros que transformou a região há mais de 65 milhões de anos, alguns destes cenotes formaram piscinas naturais belíssimas, oásis no meio de florestas, a céu aberto ou em cavernas — como o de Quintana Roo.

E das praias nem vale a pena falar. Toda a costa que se estende desde Cancún a Playa del Carmen é de águas cristalinas. Algumas reservadas aos reluzentes hotéis com múltiplas estrelas, outras mais concorridas, nas proximidades das pequenas localidades. A comida é divinal mas quase sempre picante e o melhor é ter cuidado com algumas das pimentas que aparecem no prato. Mesmo ao pequeno-almoço podemos ser ‘enganados’ por uma pimenta fantasma com ares inofensivos... Dica de quem teve uma experiência mesmo desagradável: o melhor é ter pão sempre à mão para evitar o pior.

Há ainda parques aquáticos para todos os gostos, desde os mais radicais aos mais artificialmente naturais. Quase todos com bilhetes que incluem comida e bebida. E se gosta de interagir com a vida animal, terrestre ou aquática, a oferta também é vasta (foto 2). Os animais mais evoluídos da natureza não têm dúvidas: a Riviera Maia é um paraíso. Sim, os golfinhos é que sabem.

Pirâmides (quase) esquecidas

Por questões de segurança, quase todos os sítios arqueológicos maias espalhados pelo México já não são de livre acesso aos turistas. Em Tulum ou Chichén Itzá, por exemplo, já não é permitido subir as escadarias das pirâmides ou entrar nas câmaras onde há cerca de 1500 anos nasceu e floresceu uma das populações pré-colombianas mais importantes de que há notícia. Mas em Cobá, a cerca de duas horas de carro desde Cancún, ainda (quase) tudo é permitido.

Foto 3

Foto 3

foto marco grieco

Um pouco de coragem e algum preparo físico (nas pernas) e vale bem a pena subir os vertiginosos 120 degraus da pirâmide de Nohoch Mul (foto 3). A descer, todos os santos ajudam... será!?

Passaporte

Como chegar

Não há voos diretos desde Portugal. As ligações mais baratas costumam ser via Madrid (Iberia)

A não perder

Turismo local
Nadar com golfinhos