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Sociedade

Aeroporto de Lisboa com tenda para registar participantes no Web Summit

Nuno Botelho

A operação decorre entre sábado e terça-feira. Prevê-se que sejam registadas 30 mil pessoas

O aeroporto de Lisboa prevê atingir os 30 mil registos de participantes da Web Summit na capital, numa operação que decorre de sábado até terça-feira e para a qual foi montada uma tenda com 36 balcões.

“Vamos ter cerca de 30 mil pessoas a fazer o registo dentro do aeroporto”, disse o diretor adjunto do Aeroporto Humberto Delgado, Nuno Ferreira, baseando-se no facto de já existirem cerca de 55 mil inscritos na cimeira tecnológica e em dados da organização da Web Summit, segundo os quais cerca de 50% a 75% dos registos foram feitos logo no aeroporto de Dublin na edição passada.

Quem chegar de avião à capital portuguesa vai a partir de sábado encontrar toda uma sinalética e informação ao longo do percurso no aeroporto até chegar à tenda de registo, no exterior, junto à entrada da estação de metro.
Desde a sala de recolha de bagagens e pelo caminho, os passageiros serão alertados pelos funcionários do aeroporto e por cerca de 170 voluntários da Web Summit para a necessidade de “fazer o ‘download’ (descarregar) da 'app' (aplicação)", podendo para tal utilizar "a infraestrutura de wifi gratuita do aeroporto” e com informação sobre os locais de registo, segundo explica Nuno Ferreira.

“Um registo que será transformar o registo digital feito na 'app' num registo físico que será um 'badge' (cartão)”, disse.

E tudo demora apenas 55 segundos por pessoa, garante o responsável da Web Summit pelo registo dos participantes, Killian Martin, que explica o processo e lembra que no total, entre aeroporto e FIL, existem 178 pontos de registo.

“É mesmo muito simples, só são precisas duas coisas, uma é que o participante tem de ter a sua identificação à mão - cartão do cidadão, passaporte ou carta de condução - e a outra é ter pronta a 'app' no telemóvel. Então quando chega, apresenta a identificação e valida o código do bilhete que é então impresso”, explica.

E acrescenta: “Quanto mais preparado estiver um participante, quanto mais este tiver à mão a sua identificação e a ‘app’, mais rápido será” para todos.
Já os oradores e os meios de comunicação social internacionais terão à sua disposição um espaço próprio para o registo, o Lounge Apolo, dentro do aeroporto, mas na área pública.

“A operação Web Summit começa mais cedo no aeroporto. Vai começar no sábado, ao meio-dia, que é quando se espera a onda e o pico da hora de almoço e de voos que vêm da Europa, com muitos passageiros já para se inscreverem na Web Summit, e encerra à meia-noite de sábado. Depois, no domingo, segunda e terça-feira o período de registo inicia-se às 6h até à meia noite de cada um desses dias”, adiantou Nuno Ferreira.

Em relação às partidas, Nuno Ferreira diz que, não sendo uma preocupação, o aeroporto prevê que “sejam mais espaçadas e que alguns dos participantes possam aproveitar a cidade durante o fim de semana”, pelo que está previsto “também algum reforço das posições pelo menos até dia 14”.

O aeroporto também já alertou a rede de transportes públicos, entre o Metro, a Carris e os táxis, assim como os hotéis, para a necessidade de se “estar preparado para dar resposta a este acréscimo” de passageiros.

Quanto à eventual utilização do aeroporto por aviões privados, Nuno Ferreira disse não ter recebido quaisquer pedidos específicos no âmbito da Web Summit, lembrando que os empreendedores e investidores que vão estar em Lisboa vivem "num ambiente descontraído, têm outra forma de olhar para estes eventos" e "vêm sobretudo em voos comerciais, fazendo um percurso normal".

O aeroporto preparou também a iniciativa Airport Expo, com as autarquias de Lisboa e Óbidos e o Instituto Pedro Nunes, uma “montra” de 12 ‘startups’ (empresas em início de atividade) que vão estar a partir de segunda-feira na zona das chegadas e partidas, neste último caso num espaço decorado pelo ‘grafiter’ brasileiro Utopia.

“O tema do graffiti são as grandes figuras e mentes que mudaram a história do mundo, como Isaac Newton, e estou a fazer um trabalho entre graffiti, mosaico e azulejo, uma coisa típica portuguesa. Primeiro, pego as imagens, faço a pintura do fundo em graffiti e depois uso a técnica do mosaico na expressão facial, vou quebrando as peças e encaixando certinho”, descreveu Utopia.