Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Corrupção na Força Aérea. Militares detidos terão lesado o Estado em €10 milhões

Polícia Judiciária revela que foram realizadas 180 buscas esta quinta-feira na Operação Zeus. Foram detidas seis pessoas ligadas a esquema de sobrefaturação na gestão das messes da Força Aérea, que já emitiu um comunicado sobre o caso

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A operação conjunta entre a PJ, PJ Militar e DIAP de Lisboa fez até ao momento seis detidos. A investigação pôs fim a um esquema de corrupção na gestão das messes da Força Aérea.

Os investigadores realizaram 180 buscas em simultâneo em 12 bases militares, em 15 empresas e em diversos domicílios. Na operação, foram apreendidas elevadas quantias em dinheiro, "que se presume sejam produto da prática dos crimes, bem como outros elementos de grande relevância investigatória", diz a PJ em comunicado.

Segundo a Judiciária, a atividade criminosa "consistia na faturação de géneros alimentícios fornecidos à Força Aérea por um valor muito superior ao dos géneros efetivamente fornecidos, sendo a diferença posteriormente distribuída, entre as empresas fornecedoras e os militares envolvidos neste esquema fraudulento que, poderá ter lesado o Estado num valor que, segundo se estima, poderá rondar os 10 Milhões de Euros".

Na operação Zeus, "desencadeada depois de um ano e meio de uma complexa investigação da PJ, com a colaboração da PJM", participaram 330 investigadores e peritos da Polícia Judiciária, acompanhados por 40 elementos da Polícia Judiciária Militar e de 27 magistrados do Ministério Público.

A Polícia Judiciária contou desde o início da investigação com a colaboração, "ao mais alto nível", da Força Aérea.

Em comunicado enviado esta tarde às redações, a Força Aérea garante que "desde o seu início, as investigações em curso eram do conhecimento de um núcleo restrito da estrutura de comando deste Ramo das Forças Armadas". E lembra que tal como consta na nota da PJ, "a Força Aérea colaborou e colabora - com total transparência - com as autoridades competentes para o efeito".

Os detidos irão ser presentes às autoridades judiciárias competentes para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

[atualizado às 15h52]