Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Aliados têm os apartamentos reabilitados mais caros do Porto

DR

Preços médios por metro quadrado nos Aliados atingem quase os €3000, mas na Avenida com o mesmo nome há casas pelas quais o m2 quase atinge os €5000. O centro histórico do Porto é a segunda zona com as casas reabilitadas mais caras, sendo que a maior parte delas são para turismo

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

A zona dos Aliados, no Porto, é onde os apartamentos reabilitados são mais caros, revela um estudo da Prime Yield, da Predibisa e das sociedades de advogados SRS e ALC, apresentado esta quinta-feira.

De acordo com o estudo, que analisou 312 apartamentos e os respetivos preços pedidos pelos proprietários, e não o valor final da venda, a média por metro quadrado nesta zona ronda os 2981 euros, mas analisando só a Avenida dos Aliados os preços podem mesmo chegar aos 4892 euros por metro quadrado, ou seja, "quase duas vezes mais que a média para o total da zona".

Isto pode ser explicado com o facto de que nesta zona só se encontra 21% da oferta de apartamentos reabilitados do Porto. A maior parte das reabilitações –48% do total analisado – está no centro histórico da cidade onde estão também os segundos preços mais altos. Aqui, o preço médio por metro quadrado atinge os 2959 euros, mas também há casas a quase 4000 euros o metros quadrado.

Segue-se a Cedofeita, onde só está 9% da oferta e onde os valores médios chegam aos 2272 euros por metro quadrado, e depois o Bonfim, com preços médios de 1924 euros por metro quadrado, ou seja, mais próximos dos preços praticados para as casas que não são reabilitadas.

Estes valores são, contudo, mais baixos que os praticados para os apartamentos reabilitados em Lisboa.

De acordo com um estudo semelhante que a Prime Yield realizou para Lisboa e apresentou em fevereiro deste ano, os apartamentos reabilitados na capital são mais caros na Avenida da Liberdade, Baixa e Chiado, onde o valor médio de oferta ascende a 6089 euros por metro quadrado.

Reabilitar para turismo

A análise revelada esta quinta-feira mostra ainda que a maior parte dos edifícios reabilitados no Porto são para turismo e não tanto para habitação própria, principalmente no centro histórico onde se concentra a maior parte das obras.

"A maior procura por imóveis reabilitados nesta zona é gerada por pequenos investidores. Têm entre 30 e 60 anos e são na sua maioria portugueses, pretendendo adquirir apartamentos para a obtenção de rendimento através do arrendamento para uso turísitico", pode ler-se no documento. Onde se acrescenta ainda que "há um significativo e crescente investimento em imóveis destinados a estabelecimentos hoteleiros no centro histórico".

O centro histórico foi também a zona onde os ativos reabilitados mais valorizaram em 2015. Com uma valorização de 17,1%, este foi mesmo o melhor desempenho nos últimos 10 anos, repara o estudo, que nota ainda que "o mercado imobiliário nesta zona do Porto tem vindo a valorizar a um ritmo anial superior a 10%".

O centro histórico destaca-se ainda por ter sido a zona onde, em 2015, se realizaram mais transacções, mais precisasamente 169 operações, ou seja, uma subida de 55% face ao ano anterior. Estas operações geraram um total de 35,9 milhões de euros, mais 87% que em 2014.