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Sociedade

Repetição do julgamento de mãe que matou filho recém-nascido

O Tribunal de Aveiro iniciou, esta manhã, a repetição do julgamento da professora de Vagos condenada por homicídio de um bebé, que deu à luz às escondidas, em 2011.

Em 2014, a mulher foi condenada pelo Tribunal de Vagos a 13 anos e meio de prisão, em cúmulo jurídico, por um crime de homicídio qualificado e outro de profanação de cadáver.

No entanto, o Supremo Tribunal de Justiça entendeu que o motivo do crime nunca foi esclarecido e decidiu anular o acórdão de primeira instância e determinar a repetição do julgamento.

O caso remonta a 11 de maio de 2011, quando a mulher entrou em trabalho de parto, na casa de banho da escola onde lecionava, no concelho de Vagos.

Segundo a acusação, a mulher deu à luz "um feto de idade gestacional superior a 37 semanas, sem quaisquer malformações orgânicas ou disfuncionais".

Depois de cortar o cordão umbilical do recém-nascido, a arguida colocou-o dentro de dois sacos de plástico, na bagageira do carro, onde permaneceu dois dias, acabando por morrer.

O cadáver do menino só veio a ser descoberto por mero acaso, pela namorada do irmão da arguida, quando se deslocou à garagem da residência para ir buscar umas cadeiras de transporte de criança.