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Mortes nos Comandos: Autópsias aos dois militares foram concluídas

António Pedro Ferreira

O Instituto Nacional de Medicina Legal terminou o relatório das autópsias a Hugo Abreu e Dylan Silva, os dois instruendos que morreram no início de setembro durante o 127º curso dos Comandos. DIAP de Lisboa e MP de Benavente já têm os relatórios

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Os relatórios às autópsias de Hugo Abreu e Dylan Silva estão concluídos, revelou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF).

"A conclusão das autópsias e dos respetivos relatórios por parte do INMLCF ocorreu em 51 e 48 dias, respetivamente, prazos inferiores ao previsto e de acordo com as boas práticas", diz o instituto em comunicado.

Segundo o instituto, o relatório da autópsia do militar Hugo Miguel Pita Abreu, realizada no dia 6 de setembro de 2016 no Gabinete Médico-Legal e Forense da Península de Setúbal, foi enviado esta-quinta feira ao Ministério Público de Benavente (Comarca de Santarém), entidade que ordenou a sua realização.

E o relatório da autópsia do militar Dylan Araújo Silva, realizada no dia 10 de setembro de 2016 na Delegação do Sul do INMLCF, foi enviado esta sexta-feira ao DIAP de Lisboa, "entidade que ordenou a sua realização".

As autópsias aos corpos dos dois jovens militares requereram a realização de exames complementares das áreas da toxicologia e da anatomia patológica. Os primeiros já tinham sido concluídos e faltavam terminar os exames de anatomia patológica, "mais demorados pela sua especificidade técnica".

À agência Lusa, João Pinheiro, vice-presidente do INMLCF, afirmou que se trata de casos com "alguma complexidade". E recorda que as duas situações de morte dos jovens tiveram em comum o essencial da "informação circunstancial", designadamente o facto de terem ocorrido num dia de "muito calor" e durante exercícios de instrução militar de um curso dos Comandos.

O vice-presidente do INMLCF admitiu que, não se tratando de situações "de todos os dias", a sua análise médico-legal exigiu "um estudo mais aprofundado".