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Para prevenir morte súbita, bebés devem dormir no quarto dos pais. Em cama separada

Kevin Frayer/GETTY

É a recomendação agora feita pela Academia Americana de Pediatria

Luís M. Faria

Jornalista

Os bebés muito pequenos devem dormir no quarto dos pais mas numa cama separada, para ajudar a prevenir o chamado síndrome da Morte Súbita. Esta é a principal recomendação de um relatório agora publicado pela Academia Americana de Pediatria (AAP), e que representa a primeira atualização das suas diretrizes na matéria desde 2011.

O relatório intitula-se "Síndrome da Morte Súbita Infantil e outras mortes infantis relacionadas com o sono: atualização de 2016. Recomendações para um ambiente de sono infantil seguro". Embora muitos pediatras recomendem que o bebé durma fora do quarto dos país, com um sistema permanente de alerta, a AAP discorda. Pelo menos nos primeiros seis meses de vida, idealmente no primeiro ano, o bebé deve dormir ao lado dos pais – embora na sua própria cama, i.e. no berço, para reduzir o risco acidental de sufocação, estrangulamento ou de ficarem entalados.

O relatório faz outras recomendações, por exemplo sobre o uso de chucha (muito recomendado durante o sono), o tipo de superfície em que o bebé dorme (suave mas rija, para evitar criar saliências ou buracos perigosos) e os objetos que tem à volta durante o sono (idealmente, nenhuns).

Dormir de barriga para cima

Segundo também escreve a principal autora, Rachel Moon, "os pais nunca devem pôr o bebé num sofá ou numa cadeira almofadada, seja sozinho ou a dormir com outra pessoa. Sabemos que estas superfícies são extremamente perigosas". No caso de estarem demasiado cansados quando o alimentam a meio da noite – havendo portanto risco de adormecerem sem querer - devem fazê-lo na cama.

Finalmente, a AAP reitera que os bebés devem dormir com a barriga para cima, não deitados sobre ela. Esta recomendação emitida anteriormente já tinha contribuído para reduzir em 50 por cento as mortes de bebés nos Estados Unidos. Entre 1992 e 2003, o número passou de 120 para 56 em cada cem mil bebés. Como a redução de mortes entretanto estabilizou, a AAP entendeu que era altura para emitir novas recomendações, a fim de tentar retomar o progresso.