Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Força Aérea conclui que houve erro humano no acidente do C130

Base Aérea do Montijo. Duas horas depois do acidente ainda decorriam as operações de socorro

Tiago Miranda

Num relatório da averiguações ao acidente que fez três mortos, um ferido grave e três ligeiros, a Força Aérea conclui que a tripulação não conseguiu controlar a aeronave

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

O acidente com o C130H que a 11 de julho deste ano o destruiu por completo, na base aérea do Montijo, ocorreu devido à "impossibilidade da tripulação em controlar eficazmente a aeronave no decurso de uma manobra que visava treinar a interrupção da respetiva corrida de descolagem – manobra designada de “aborto à descolagem", lê-se num relatório divulgado esta manhã pela Força Aérea.

De acordo com o comunicado, "a infraestrutura aeronáutica encontrava-se pronta para operação", a "aeronave não apresentava quaisquer problemas ou anomalias" e "a missão foi devidamente planeada e coordenada", mas durante a execução da manobra "a tripulação perdeu o controlo da aeronave", que guinou para a direita, saíu da pista e imobilizou-se.

Foi em consequência desta "imobilização abrupta" que segundo o comunicado, deflagrou o incêncio que acabou por destruir o C130H.

Apesar de terem sido executados os procedimentos neste caso - afirma ainda o relatório oficial da Força Aérea - quatro dos tripulantes conseguiram abandonar o avião através das janelas do cokpit, mas os restantes não. Faleceram assim três tripulantes, um outro ficou gravemente ferido e outros três foram afetados de modo ligeiro.

  • Porque terá este C-130 saído da pista à descolagem?

    No dia em que foi conhecida a conclusão do relatório da Força Aérea, atribuindo a erro humano o acidente com o C130 na Base do Montijo, em julho, recorde como tudo aconteceu e leia o trabalho publicado pelo Expresso na altura do acidente