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Rapto ou desaparecimento em Ourém? PJ mantém todos os cenários em aberto

PAULO CUNHA / Lusa

Coordenador da PJ de Leiria diz esperar que a curto prazo haja condições para se ter um “quadro claro” sobre os acontecimentos. Em causa poderá estar uma ação criminosa ou um mero desaparecimento de um bebé de dois anos

A Polícia Judiciária garantiu esta terça-feira que se mantêm em aberto todas as hipóteses sobre as circunstâncias do desaparecimento esta segunda-feira de um bebé de dois anos em Amieira, Ourém, que foi encontrado esta manhã numa zona florestal próxima da casa dos avós maternos.

“De facto, continuamos no mesmo raciocínio. Mantêm-se em aberto as várias possibilidades. Mas continuam a ser desenvolvidas ações, nomeadamente perícias médicas, para com a investigação determinar as circunstâncias concretas que levaram ao desaparecimento da criança”, afirmou o coordenador da PJ de Leiria, António Sintra, em conferência de imprensa.

De acordo com o inspetor-chefe, o objetivo principal da operação foi cumprido, uma vez que a criança foi encontrada. No entanto, a prioridade consiste agora em determinar as causas do seu desaparecimento. “Resta saber se teve origem criminosa ou num mero desaparecimento de uma criança, que se terá deslocado e perdido a noção na zona florestal onde se encontrava”, acrescentou.

O coordenador da PJ de Leiria disse ainda esperar que a curto prazo haja condições para se ter um “quadro claro” sobre os acontecimentos. “A polícia forense está a recolher quaisquer vestígios suscetíveis de serem analisados e que possam contribuir para um quadro mais próximo da realidade”, adiantou.

Relativamente à operação desta manhã, o responsável explicou que a PJ criou um plano de atuação em conjunto com a GNR, que teve como alvo um perímetro mais alargado de buscas, com base em informações recolhidas durante a noite. “Ao longo de 25 horas [de desaparecimento] teve de haver alguma flexibilidade para encontrar o caminho que na altura nos parecia conduzir a resultados mais concretos e mais céleres(... ) A criança estava aparentemente em condições físicas razoáveis, boas, sem sinais de padecer de alguma lesão ou algo que implicasse acréscimo se preocupação”, sublinhou.

Pai será ouvido pelas autoridades

Questionado sobre o pai da criança, que é emigrante em França e está separado da mãe, o coordenador da PJ de Leiria disse que está previsto que seja também inquirido, à semelhança dos familiares do lado materno.

Desconhece-se ainda o que terá acontecido à criança, que se encontrava na casa dos avós antes de ser dada como desaparecida, na manhã desta segunda-feira. A mãe e outros elementos da família foram ouvidos ao longo do dia pelas autoridades.

Martim foi dado como desaparecido às 9h desta segunda-feira, quando se encontrava na casa dos avós maternos em Amieira, Ourém. Vários elementos da PJ e da GNR, incluindo do grupo de intervenção cinotécnico, estiveram no terreno em busca da criança, que acabou por ser encontrada às 10h desta terça-feira numa zona de pinheiros e eucaliptos, situada a cerca de 2km da casa dos avós.

Os pais separaram-se recentemente, tendo a mãe ficado com a guarda da criança. O pai encontra-se emigrado em França.