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Médico dos Comandos será indiciado por abuso de autoridade

António Pedro Ferreira

Investigação às mortes dos dois instruendos do 127.º curso de Comandos tem “vários” suspeitos com responsabilidades diretas pelo que ocorreu a 4 de setembro no campo de tiro de Alcochete

A investigação da Polícia Judiciária Militar e do DIAP de Lisboa às mortes de Hugo Abreu e Dylan Silva aponta para "vários suspeitos", todos com responsabilidades no 127.º curso dos Comandos.

Segundo o Expresso apurou, o médico e outros instrutores do curso "com responsabilidades diretas pelo que ocorreu a 4 de setembro" serão indiciados "em breve" pela Justiça pelo crime de "abuso de autoridade por ofensa à integridade física", previsto no código de justiça militar. As penas podem ir dos oito aos 16 anos de prisão, nos casos em que haja morte de subordinados, como foi o que sucedeu em Alcochete.

Segundo a RTP, dois militares vão ser ouvidos esta tarde no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, e constituídos arguido por falha de auxílio imediato aos dois instruendos que morreram.

Entretanto, os órgãos disciplinares da Ordem dos Médicos decidiram "abrir formalmente um inquérito" ao clínico que assistiu os dois intruendos do 127.º curso de Comandos e que acabaram por falecer. A decisão foi avançada ao Expresso pelo bastonário José Manuel Silva.

O médico visado, militar com a patente de capitão, poderá ser alvo de sanções pela Ordem que vão da simples advertência ao impedimento total do exercício da profissão.