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Optima aposta

O Kia Optima tem a difícil missão de ombrear com propostas de peso no segmento D. Agora surge com nova geração e mais argumentos que chegam para a marca coreana rivalizar com as marcas premium. O jornalista Rui Pedro Reis levou o Kia Optima Sportswagen numa viagem ao Alentejo, para confirmar os melhores trunfos desta carrinha

RUI PEDRO REIS/SIC

O desafio é ambicioso. A Kia quer que o Optima concorra no segmento D com os gigantes das marcas premium. Tal como a Sedan, a versão Sportswagon foi desenhada a pensar na clientela europeia. As linha denunciam isso mesmo. É um automóvel onde os frisos laterais lhe revelam linhas mais desportivas, acentuadas na versão GT Line. Com 4,85m a primeira impressão que o Optima Sportswagon causa é positiva. Há muito espaço a bordo e nota-se um maior cuidado na escolha de materiais e acabamentos, quando se compara com a geração anterior. A bagageira também é generosa ao oferecer 552 litros, mais 42 que a carroçaria sedan. Para o construtor coreano a aposta é forte, até porque é a primeira vez que o Optima tem uma carrinha.

Coreano com ADN alemão

A maior prova desta Sportswagon nem tem a ver com a qualidade de construção. O objetivo da Kia era tornar a carrinha, tal como o carro, divertida de conduzir. Até aqui, uma das maiores críticas apontadas estava na leveza da direção, pouco informativa e demasiado artificial. Por isso, o grupo Hyundai (a que pertence a Kia) foi buscar o alemão responsável pelo departamento M da BMW. Albert Bierman é o engenheiro que tenta dar um maior de perfil de qualidade ao automóveis da marca.

O melhor que se pode dizer do Kia Optima Sportswagon é que faz tudo bem. Comparado com um aluno, não é o melhor da turma mas passa com distinção. Na viagem que fiz até Montemor-o-Novo, em autoestrada destacou-se o conforto e o pouco ruído aerodinâmico. Depois, em estrada nacional, o comportamento em curva não é exemplar mas cumpre os mínimos. O motor 1.7 CRDi dá uma boa resposta, não é demasiado ruidoso e consegue uma boa relação entre prestações e consumos. A caixa automática de sete velocidade merece uma referência, já que nem se dá por ela. Custa cerca de €2.000, mas vale o investimento, pela melhoria na qualidade de vida a bordo. É outro dos elementos que comprova que a Kia está no bom caminho. E os próximos anos devem comprovar isso mesmo, com a renovação da gama.

Familiar, executivo e desportivo q.b.

A gama do Kia Optima Sportswagon tem dois níveis de equipamento, designados TX e GT Line. O TX oferece um equipamento muito completo, com o GT Line a apontar a uma clientela que valoriza uma identidade mais desportiva. Em relação ao nível TX, o GT Line acrescenta as câmaras 360o, que auxiliam o condutor nas manobras de estacionamento, Sistema Inteligente de Auxílio ao Estacionamento (SPAS), que estaciona o veículo automaticamente em paralelo ou na perpendicular e ajuda o condutor a sair dos lugares de estacionamento em segurança. Tanto a GT Line como a versão TX incluem as Luzes de Curva Dinâmicas, que iluminam na mesma direção do volante.

A lista de equipamento do Kia Optima Sportswagon é extensa. Tão extensa que seria exaustiva para colocar aqui. Como se costuma dizer não lhe falta nada do que é essencial num automóvel moderno. Ainda que tenha de combater algum preconceito que ainda existe com a marca, embora isso seja cada vez mais um problema ultrapassado. Até porque o Kia Optima Sportswagon tem dois trunfos finais na manga: a garantia de sete anos e o preço. Com a campanha de lançamento, está disponível a partir de €32.400. Quem preferir o desportivismo da versão GT Line, utilizada neste ensaio, pode contar com um preço de a rondar os €38.000.

FICHA TÉCNICA - Kia Optima Sportswagon 1.7 CRDI ISG 7DCT

Motor
1685 cc
141 cv
340 nm às 1750 r.p.m. - 2500 r.p.m.

Transmissão
Dianteira
Caixa Automática 7DCT

Prestações
200 km/h vel. máxima
11,1s 0-100 km/h

Consumos
4,6 l/100 km ciclo misto
120g CO2/km

PREÇO: €38.021