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MP acusou dois arguidos que acederam aos dados de quase 700 cartões bancários

O MP acusou os arguidos de crimes de burla e falsificação informática, adiantando ainda que terão entrado na pesse de dados informáticos de 683 cartões bancários de crédito e débito. Os crimes ocorreram especialmente na área da Grande Lisboa

O Ministério Público (MP) acusou dois arguidos, pelos crimes de contrafação de título equiparado a moeda, falsidade informática, burla informática qualificada e passagem de moeda falsa, indica esta quinta-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo a PGDL, o MP requereu o julgamento em tribunal coletivo os dois arguidos que estão em prisão preventiva desde abril deste ano.

Aquele organismo do MP adianta que os arguidos entraram na posse dos dados informáticos das bandas magnéticas de 683 cartões bancários de crédito e de débito, emitidos por instituições bancárias estrangeiras, maioritariamente dos Estados Unidos da América, mas também da China, Austrália, Reino Unido e México.

De acordo com a PGDL, os dois arguidos faziam, depois, cópia desses dados informáticos e gravavam-nos em cartões bancários e não bancários (cartões brancos), com os quais efetuaram, de 2 de setembro de 2015 a 18 de abril de 2016, transações no valor global de 51.029,07 euros.

O inquérito foi dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, sendo a investigação executada pela Polícia Judiciária.