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Mancha negra no mar da Madeira é, afinal, cinza e madeira dos incêndios

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A polícia marítima garante que a mancha que se encontra a uma milha a sul da Calheta não oferece perigo para a saúde pública e desmente tratar-se de crude, como chegou a circular

Marta Caires

Jornalista

A poluição ao largo da Calheta, na Madeira, que se chegou a pensar que poderia ser um derrame de crude, é afinal composta por cinza e resíduos dos incêndios de Agosto. Este material foi arrastado nas ribeiras pelas chuvas deste domingo e segunda-feira.

"Esta mancha de poluição é formada por matéria dos incêndios e tem uma cor escura, o que poderá ter levado as pessoas a confundir com um derrame de crude. Estivemos no local e podemos garantir que não é crude, nem representa qualquer risco para a saúde", diz o comandante Felix Marques, da Zona Marítima da Madeira.

Este responsável explicou ainda que a mancha de cor escura tinha sido já identificada na segunda-feira, mas o alerta lançado esta manhã levou a polícia de novo ao mar, para saber se estaria perante um derrame como se chegou a pensar.

A mancha negra, avistada a cerca de uma milha a sul da Calheta, fez disparar os alertas, chegando-se a temer que se estivesse perante um derrame de crude libertado por um petroleiro. A poluição no mar é resulta da cinza dos incêndios do verão, arrastada pelas chuvas fortes deste domingo e segunda-feira.

A par do Funchal, a Calheta foi uma das zonas mais afetadas pelos fogos de agosto. O material, sobretudo madeira queimada e cinzas, escorreu pelas encostas para os ribeiros e depois para o mar.