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Aguiar da Beira: “Piloto” está em fuga há 168 horas

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Pedro Dias já terá roubado pelo menos quatro viaturas desde que se iniciou a caça ao homem, na última terça-feira de madrugada. E já percorreu mais de 200 quilómetros

A caça ao homem mais procurado do país já dura há uma semana, o que equivale a 168 horas de trabalho para centenas de militares da GNR e inspetores da Polícia Judiciária. Foi na última terça-feira de madrugada que Pedro Dias, de 44 anos, também conhecido por "Piloto", terá assassinado um militar da GNR e um civil, disparando ainda para outras três pessoas, entre elas dois militares da GNR.

Desde então, o fugitivo terá roubado pelo menos quatro viaturas: Em Aguiar da Beira (Guarda) um veículo da GNR onde colocou o corpo do militar assassinado no porta-bagagens e também a pick up azul assaltada a um casal "que se encontrava à hora e local errado", na mesma madrugada; mais tarde, ainda no mesmo dia, abandonou a viatura em São Pedro do Sul e fugiu a pé pela serra da Freita.

Ainda não há informações oficiais sobre como se deslocou para Norte entre São Pedro do Sul e Moldes (Arouca) mas a distância de 50 km entre as duas localidades fazem crer que só pode ter sido ao volante de uma viatura e não a pé.

Este domingo, depois de ser localizado em Moldes, onde sequestrou um casal, voltou a fugir, agora num Opel Astra branco até Carro Queimado (Vila Real), região onde se encontra atualmente montado um forte dispositivo policial.

No total, Pedro Dias viajou mais de 200 km em sete dias sem ser apanhado.

Esta segunda-feira à noite, as autoridades admitiam ao Expresso que o indivíduo pudesse estar ferido, mas não adiantaram mais pormenores. “Dispomos de elementos que nos levam a crer que Pedro Dias se encontra ferido, mas trata-se apenas de uma suspeição”, adiantou fonte do processo. No entanto, a PJ encontrou sangue numas calças que no entanto não deverão pertencer ao fugitivo.

Pedro Dias é o alegado homicida responsável pelas mortes de um militar da GNR e um civil na passada terça-feira e que desde então está em fuga com duas armas, uma delas de um dos militares baleados. Um outro militar da GNR ficou gravemente ferido, bem como a mulher do homem assassinado na madrugada de terça-feira.

Durante a fuga, ainda na tarde de terça-feira, Pedro Dias baleou um outro militar da GNR e fugiu das autoridades que o perseguiam em S. Pedro do Sul.

No cadastro de Pedro Dias não constam crimes de sangue. Nos últimos anos estava referenciado por diversos tipos de furto, entre eles de aves exóticas e de cobre. É também suspeito de violência doméstica.