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Sociedade

Universidades norte-americanas dominam prémios Nobel

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Entre as 10 instituições associadas ao maior número de distinções atribuídas pela academia sueca, nove ficam nos Estados Unidos, de acordo com um ranking elaborado pela Times Higher Education

Com os prémios Nobel de 2016 entregues, a Times Higher Education (THE) refez as contas às universidades com o maior número de professores e investigadores distinguidos desde o início do século e confirmou o domínio absoluto norte-americano.

De acordo com o ranking divulgado esta segunda-feira, nove dos dez primeiros lugares são ocupados por universidades norte-americanas – a cada instituição é atribuído não um valor absoluto mas ponderado pelos prémios Nobel recebidos, já que nas várias categorias as distinções são por vezes atribuídas a equipa de dois ou mais investigadores que trabalham em instituições diferentes. Já os prémios Nobel da Literatura, este ano surpreendentemente atribuído a Bob Dylan, e da Paz não entram nestas contas, explica a Times Higher Education.

A maior pontuação pertence assim à Universidade de Princeton, que saltou do 4.º para o 1.º lugar, antes ocupado por Stanford (está agora na 2ª posição). Columbia, Berkeley, MIT, Howard Hughes Medical Institute, Harvard e a Universidade da California (Santa Barbara) ocupam os sete seguintes.

Em 10.º lugar surge a única instituição a quebrar a hegemonia norte-americana: o Technion Israle Institute of Technology.

Phil Baty, editor da THE, que publica também um dos mais reputados rankings de instituições de ensino superior, felicita as universidades que conseguiram “criar o ambiente criativo e que assumem riscos, condições que potenciam a excelência na investigação e produzem resultados capazes de abalar o status quo”. Mas deixa o aviso: “Cada vez mais os governos que financiam a investigação nas instituições de ensino procuram resultados de curto prazo, com aplicações óbvias e imediatas. E os responsáveis das universidades procuram um fluxo contínuo de publicações de artigos científicos. Claro que tudo isto tem um papel. Mas não é assim que a melhor ciência funciona. Para conseguir fazer descobertas revolucionárias, os cientistas precisam de ter liberdade para seguir os seus instintos, serem levados pela sua curiosidade, muitas vezes sem uma ideia clara do desfecho da investigação”, defende.

A THE também olhou para a lista dos países onde nasceram os distinguidos com prémios Nobel este século e os resultados são aí mais distribuídos. O domínio continua a ser norte-americano (72 prémios), seguindo-se Reino Unido (16), Japão (15), Alemanha (7), Israel, França e Rússia, todos com cinco. Austrália, Canadá e Noruega têm três.