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Presidente da comissão administrativa provisória da escola Soares dos Reis demitiu-se

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O responsável apresentou a demissão na sequência de protestos dos alunos da Escola Artística Soares dos Reis e da carta enviada pelos docentes ao mi-nistro da Educação a dar conta “do modo caótico” como arrancou o ano letivo

Na sequência do arranque conturbado do ano letivo na Escola Artística Soares dos Reis, no Porto, marcado pela contestação por parte dos docentes e alunos à comissão administrativa provisória, o presidente apresentou a demissão. A notícia foi avançada pelo “Público”, esta quinta-feira, e os motivos não foram ainda explicitados, mas desde que assumiu funções, em novembro de 2015, a direção de Artur Vieira foi frequentemente contestada.

A 28 de setembro, os professores da Soares dos Reis enviaram uma carta ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, em que davam conta “do modo caótico como decorreu o arranque do novo ano letivo” e mencionavam “atropelos na gestão da escola”. Nesse mesmo dia, os alunos mobilizaram-se para um protesto em que manifestaram insatisfação face à correção dos horários iniciais, que ainda assim continuavam a apresentar falhas.

Para esta sexta-feira, às 18h30, estava convocada uma outra manifestação, desta vez organizada pelos professores do referido estabelecimento de ensino. Numa nota enviada à imprensa, o Sindicato dos Professores do Norte (SPN) deixava bem claro o apoio aos docentes no litígio contra a comissão de administração provisória e destacava os “evidentes prejuízos para as aprendizagens dos alunos, para o brio profissional de quem nela trabalha e para a imagem da própria escola”.

O “Público” escreve que para segunda-feira está agendada uma reunião do conselho geral da escola, de forma a apresentar a posição do Ministério da Educação e analisar os vários cenários para que a Soares dos Reis volte a ter uma direção.

A 25 de novembro de 2015, ainda antes do atual Governo ter tomado posse, Alberto Teixeira, então presidente da escola, foi surpreendido com um despacho de exoneração de funções datado de 19 de agosto. “Ficámos perplexos com o anúncio de demissão, pois até à data não fomos notificados de qualquer processo disciplinar, nota de culpa ou fomos sequer inquiridos para apuramento dos factos imputados no despacho”, disse na altura António Fundo, ex-vice da escola secundária portuense.

O despacho apontava à direção de Alberto Teixeira “graves irregularidades”, que alegadamente se arrastavam desde 2010, nomeadamente na degradação da gestão e administração do estabelecimento de ensino.