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Três novos hospitais no próximo ano

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Adalberto Campos Fernandes, ministro da Saúde

TIAGO PETINGA / Lusa

Saúde tem verbas garantidas para lançar em 2017 novas infraestruturas hospitalares em Lisboa, Seixal e Évora. Ministro está satisfeito com aumento do orçamento para os cuidados assistenciais aos portugueses

Sem revelar o valor, o ministro da Saúde adiantou ao Expresso que orçamento para o sector em 2017 vai ser "muito melhor do que o anterior" – quase 9,5 mil milhões de euros, dos quais 7,8 mil milhões para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) – permitindo cumprir algumas das grandes promessas feitas quando chegou ao Governo. Entre as medidas com maior impacto, está a construção de três novas unidades hospitalares. "No próximo ano vamos ter condições para lançar os hospitais Oriental de Lisboa, Seixal e Évora", revela Adalberto Campos Fernandes.

SNS “em recuperação”

Satisfeito com o Orçamento da Saúde para o próximo ano, cujo valor ainda não é conhecido publicamente, o ministro garante que o sector "está numa trajetória de recuperação e de dotação do SNS de meios adequados. Não somos irrealistas e temos obrigações internacionais que são nossa obrigação cumprir".

Durante o próximo ano, a equipa ministerial da Saúde terá ainda condições para "reforçar os equipamentos e as aplicações informáticas nas unidades de cuidados primários para facilitar o trabalho a médicos e enfermeiros", diz o governante. A ferramenta servirá, por exemplo, para pôr em prática outra das novidades para 2017: "Vamos criar incentivos para a realização atempada dos meios complementares de diagnósticos, à semelhança do que existe para a gestão da lista de espera para cirurgias", adianta Adalberto Campos Fernandes.

Sobre a aplicação das 35 horas a todos os enfermeiros, um dos motivos que os levou à greve que termina esta sexta-feira, bem como a reposição dos cortes no trabalho extraordinário, o ministro da Saúde compromete-se a avançar com cautela e à medida das possibilidades, porque, para já, "fizemos o maior esforço remuneratório de profissionais, num total de 123 mil". Adalberto Campos Fernandes é perentório: "A política faz-se com seriedade e serenidade e em 2019 então vamos ver qual será o resultado da comparação entre as duas maiorias governativas", do PSD e do PS.

Sobre o ano que decorre, o ministro faz um balanço sem modéstia. "Vamos ter o maior número de medicamentos inovadores aprovados nos últimos seis anos, o maior número de novos médicos especialistas colocados no SNS, o maior número de portugueses com médico de família ou o menor número de inscritos em lista de espera para cirurgia", por exemplo.