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Enfermeiros em greve nacional hoje e sexta-feira

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António Pedro Ferreira

Em luta pela reposição das 35 horas de trabalho, os serviços de enfermagem nas unidades de saúde públicas estão reduzidos nestes dois dias a serviços mínimos, o que deve afetar tratamentos, vacinas ou cirurgias programadas

Os enfermeiros iniciam às 8h desta quinta-feira uma greve em todo o país, que se repete na sexta-feira, para exigir a reposição das 35 horas de trabalho para todos os profissionais.

Os serviços de enfermagem nas unidades de saúde públicas estão reduzidos nestes dois dias a serviços mínimos, o que deve afetar tratamentos, vacinas ou cirurgias programadas.

O Sindicato dos Enfermeiros (SEP), que convoca esta greve, luta pela aplicação das 35 horas para todos os profissionais, pela progressão na carreira, pelo pagamento a 100% das horas penosas e extraordinárias e pela admissão de mais enfermeiros.

Os sindicalistas dizem-se cansados das reuniões inconclusivas com a tutela e do arrastar da situação laboral dos enfermeiros, que consideram injusta e incomportável, além de julgarem que coloca em causa a segurança e qualidade dos serviços de saúde prestados.

Os enfermeiros exigem a reposição do valor integral das horas de qualidade e horas extraordinárias, "cujos cortes de 50% eram para vigorar apenas durante o plano de assistência financeiro".

Querem também o pagamento do trabalho extraordinário e incentivos aos enfermeiros que trabalham nas USF modelo B, "face àquilo que são os milhares de horas a mais por carência de enfermeiros".

O SEP exige ainda a "abertura imediata de concurso nacional para as ARS [Administrações Regionais de Saúde], com vista a admitir 2000 enfermeiros e o aumento de contratação para os hospitais, e de 4000 enfermeiros para 2017".