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Rede das multas e cartas de condução: advogados, juristas e um civil da PSP entre os suspeitos

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Estão ser investigados crimes de corrupção ativa e passiva, acesso ilegítimo e falsidade informática. Rede informal estendia-se entre funcionários da Divisão de Trânsito da PSP, Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, Instituto da Mobilidade e dos Transportes e Automóvel Club de Portugal

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Uma rede informal que se estendia entre funcionários da Divisão de Transito da PSP, Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e Automável Club de Portugal (ACP) foi apanhada esta quarta-feira.

No âmbito de um inquérito do DIAP de Lisboa foram emitidos 31 mandados de busca a residências e um escritório de advogados, e mandados de detenção visando dois suspeitos, "um dos quais exerceu funções na secção de contra-ordenações rodoviárias da Divisão de Trânsito da PSP", revela o Ministério Público num comunicado da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa.

Segundo o DIAP, no inquérito investigam-se crimes de corrupção ativa e passiva, acesso ilegítimo, falsidade informática, favorecimento pessoal, denegação de justiça e prevaricação, em que são suspeitos para além dos visados pelos mandados, elementos da Divisão de Trânsito da PSP, funcionários e juristas da ANSR, da IMT e do ACP, e advogados. Todos eles, pelo menos desde 2015, dedicavam-se "a identificar condutores autuados pela prática de contra-ordenações estradais, mediante o acesso indevido a bases de dados SCOR ou SIGA, e após, a troco de vantagens pecuniárias, a obterem decisões que lhes fossem favoráveis, a eliminarem os dados do RNC ou a conseguirem segundas vias de cartas de condução".

A operação iniciou-se esta manhã e está ainda a decorrer.