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Cristas diz que CDS e PSD têm que crescer por si

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Luís Barra

A líder do CDS-PP pretende que o seu partido assuma a voz de uma classe média que não se revê na colagem às “esquerdas radicais”

Assunção Cristas disse que o CDS-PP e PSD “são aliados naturais”, mas para que o “noivado” possa prosseguir é necessário que agora “cada um siga o seu caminho”, “que faça o seu trabalho e que possa crescer por si”.

Falando esta quarta-feira à noite, em entrevista à SIC Notícias, a líder do CDS-PP afirmou que o PS tem “uma opção muito clara, juntar-se às esquerdas radicais”, o que deixa “muita gente da classe média perplexa” e que o seu partido tem de ser uma voz de defesa dessas pessoas.

Cristas disse que no programa eleitoral que apresentaram também estava previsto que a austeridade viesse a cair gradualmente e que com o atual Governo estamos a assistir a uma austeridade “à lá esquerda”: “dão com uma mão e tiram com a outra”.

A líder do CDS-PP considera que as contas de António Costa, foram feitas com a inicial previsão de crescimento económico de 2,4% e tendo em conta já se prever que esta não se irá concretizar, o primeiro-ministro “devia com alguma humildade admitir o erro e corrigir o tiro... não me parece que vá por aí”.

Cristas defendeu que em lugar do “choque ao consumo” teria feito mais sentido apostar-se em “fortes estímulos ao investimento”.

Em relação às negociações entre os partidos de esquerda relativamente ao Orçamento, disse que “parece que estamos a ver uma peça encenada”, com “ruído” e “barulho”, mas estando convicta que haverá um entendimento para a sua aprovação. “O Orçamento de Estado vai passar certamente, depois vamos ver como vai ser”, afirmou.

Relativamente à sua candidatura à Câmara de Lisboa, acusou o autarca Fernando Medina de apostar apenas “numa Lisboa da obra de betão”, faltando uma “dinâmica para todas as idades e todos os estratos sociais”, que faça frente ao envelhecimento da população.