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Uber avisa que motoristas se podem atrasar e recomenda partilha de viagens

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Tiago Miranda

Cerca de seis mil taxistas, não só de Lisboa mas também do Norte e do Centro, vão desfilar esta segunda-feira numa marcha lenta. Em Lisboa, o protesto atravessa a hora de ponta matinal e não tem hora agendada para o seu termo

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

A Uber enviou este domingo um email aos seus clientes registados, alertando-os de que por causa da greve e da marcha lenta dos táxis, marcada para esta manhã, os seus motoristas poderão chegar atrasados tanto à recolha como ao destino. A aplicação sugere que seja feita a partilha de carros e divisão das tarifas pelos clientes.

"Neste dia, as opções de mobilidade na cidade serão mais limitadas. Queremos manter Lisboa em movimento, mas as dificuldades de circulação e o acréscimo de pedidos de viagem com a Uber poderão limitar a disponibilidade de veículos em certos períodos, e poderão prolongar os tempos de circulação dos veículos – tanto o tempo de chegada do motorista até si, como a duração da própria viagem", diz a Uber no email enviado.

Nesse sentido, sugere-se aos clientes que partilhem as suas viagens, usando uma funcionalidade na aplicação chamada "Dividir Tarifa". "Desta forma estará não só a contribuir para um menor número de carros na estrada, como também a diminuir o custo da viagem", lê-se no email.

Além disto, a Uber explica ainda como contactar o motorista em caso de atrasado. "Um telefonema pode ajudar a esclarecer a situação e ajustar expectativas quanto ao tempo", acrescenta a empresa, remetendo para um link na página da empresa.

A Uber recomenda ainda que se evitem "viagens com origem ou destino em zonas abrangidas pela paralisação".

A marcha lenta dos taxistas começa às 8h30 no Parque das Nações e o percurso passa sucessivamente pela Praça José Queirós, as Avenidas Dr. Francisco Luís Gomes e de Berlim, o Aeroporto de Lisboa, a Rotunda do Relógio, as avenidas Almirante Gago Coutinho e Estados Unidos da América, o Campo Grande, a Avenida da República, o Saldanha, o Marquês de Pombal, os Restauradores, o Rossio, a Rua do Ouro, o Campo das Cebolas (em substituição da Rua do Arsenal, em obras), o Cais do Sodré, a Avenida 24 de Julho e as ruas D. Carlos I e de São Bento. Na 24 de julho, perto da hora de almoço, os taxistas terão de estacionar os carros – tal como combinado com a PSP –e seguem depois a pé até à Assembleia onde prometem ficar –com tendas e sacos-cama – até serem recebidos pelo Governo.

No total, são esperados seis mil taxistas nesta marcha lenta que atravessa Lisboa e ameaça gerar o caos no trânsito, pelo menos entre as 8h e a hora de almoço.