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Sociedade

Taxistas partiram com atraso para a marcha lenta em Lisboa

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Jose Caria

Muitos profissionais do sector continuam ainda a chegar à capital para se juntar ao protesto contra as plataformas eletrónicas de tranporte de passageiros

Mafalda Ganhão

Mafalda Ganhão

(texto)

Jornalista

José Caria

José Caria

(fotos)

Fotojornalista

Milhares de taxistas partiram do Parque das Nações, em Lisboa, em marcha lenta, ainda que o início do protesto, previsto para 8h30 desta segunda-feira, se tenha atrasado cerca de meia hora.

Partiram mais tarde para esperar pelos colegas que foram chegando ao início da manhã, nomeadamente os profissionais vindos do Norte e que a polícia desviou para o IC2, explicou à Lusa o responsável pelo grupo de trabalho da Federação Portuguesa de Táxis, Eduardo Cacais.

Convocada em protesto contra a lei com que o Governo pretende regular a atividade das plataformas de transportes de passageiros, como a Uber e a Cabify, a manifestação levará os taxistas a percorrer várias artérias da cidade, estando previsto que os taxistas abandonem as viaturas na Avenida 24 de Julho, para depois seguirem a pé até à Assembleia da República.

O protesto será acompanhado por um forte dispositivo policial, com elementos da divisão de trânsito da PSP a acompanhar o protesto e outras equipas colocadas em pontos considerados “estratégicos” pela polícia.

A organização espera a presença de seis mil profissionais. Em declarações aos jornalistas, o presidente da Federação Portuguesa do Taxi, Carlos Ramos, voltou a exigir diálogo ao Governo, que acusa de ter criado “apenas imposições” e de estar a proteger a Uber.

Referindo-se às declarações tornadas públicas esta segunda-feira pela plataforma Cabify, e citado pela TVI24, Carlos Ramos considerou positivo que esta se tenha disponibilizado para discutir o número de contigentes e também o reconhecimento feito de que esta lei “fomenta a concorrência desleal”.