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Taxistas impedem saída do aeroporto de alegados veículos da Uber

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Carro da Uber danificado pelos taxistas

José Caria

Durante o avanço dos taxistas até à zona das partidas do aeroporto Humberto Delgado, uma viatura da Uber descaracterizada foi vandalizada quando passava pelos profissionais de táxi, ficando com danos no vidro traseiro e amolgadelas nas portas laterais

Os taxistas estão a impedir a saída de veículos, supostamente da Uber, do aeroporto de Lisboa para a Segunda Circular, encontrando-se no local vários elementos do corpo de intervenção da PSP.

Os taxistas que estavam na Rotunda do Relógio, em Lisboa, estão a regressar ao final da manhã, a pé, ao aeroporto (deixando as viaturas nas ruas), depois de, segundo um dos elementos da organização, a polícia ter assegurado que a Uber não iria fazer qualquer tipo de provocação.

Durante o avanço dos taxistas até à zona das partidas do aeroporto Humberto Delgado, uma viatura de transporte de passageiros descaracterizada foi vandalizada quando passava pelos profissionais de táxi, ficando com danos no vidro traseiro e amolgadelas nas portas laterais.

Os manifestantes atiraram pedras e garrafas contra o veículo e a polícia foi obrigada a proteger o carro e a conduzi-lo para trás do cordão de segurança do corpo especial da PSP, observou a Lusa no local. Os ocupantes do carro foram obrigados a seguir a pé, enquanto o motorista escapava à fúria dos taxistas.

"Eles é que vocês protegem. Quando somos assaltados não aparece ninguém", gritou um dos manifestantes para as dezenas de elementos da polícia e da Equipa de Prevenção e Reação Imediata da PSP que estão a bloquear o avanço dos taxistas para mais perto da zona das partidas do aeroporto.

Os autocarros e os automóveis pessoais (que não fazem serviço de transporte) estão a ser deixados passar pelos manifestantes.

Os taxistas agendaram para esta segunda-feira uma marcha lenta em Lisboa, quase seis meses depois de terem feito um protesto idêntico contra a plataforma Uber e que juntou centenas de carros na capital.

Os profissionais estão em luta contra a regulação, proposta pelo Governo, da atividade das plataformas de transportes de passageiros como a Uber ou a Cabify e tinham como destino a Assembleia da República.

As plataformas Uber e Cabify permitem pedir carros descaracterizados de transporte de passageiros através de uma aplicação para 'smartphones', mas estes operadores não têm de cumprir os mesmos requisitos -- financeiros, de formação e de segurança -- do que os táxis.