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Taxistas espanhóis vieram mostrar solidariedade aos colegas portugueses

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José Caria

“Viemos oito pessoas de Madrid, mas estamos em representação de toda a Espanha, que está solidária com os colegas portugueses”, vinca o presidente da Fedetaxi

Oito taxistas espanhóis, entre os quais os responsáveis da Federação Espanhola de Táxi (Fedetaxi), juntaram-se à manifestação desta manhã dos profissionais portugueses, considerando estar em causa um "problema comum", que são as plataformas como a Uber e a Cabify.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da Fedetaxi, Angel Julio Mejia, explicou que este "é um problema comum a todos os países do mundo atualmente". Por isso, "viemos mostrar a nossa solidariedade e apoiar os nossos colegas de Portugal, que estão a lutar para ter justiça nos seus postos de trabalho [...] e para que as ilegalidades não se reproduzam", acrescentou.

"Viemos oito pessoas de Madrid, mas estamos em representação de toda a Espanha, que está solidária com os colegas portugueses", vincou, por seu lado, o presidente da Fedetaxi, Miguel Angel Leal.

Os taxistas portugueses estão contra a regulação da atividade das plataformas de transportes de passageiros como a Uber ou a Cabify (as únicas a operar em Portugal) nos moldes propostos pelo Governo.

As plataformas em causa permitem pedir carros descaracterizados de transporte de passageiros através de uma aplicação para 'smartphones', mas os operadores de transporte que a elas estão ligados não têm de cumprir os mesmos requisitos – financeiros, de formação e segurança – do que os táxis.

"São transportes alternativos ilegais", classifica Angel Julio Mejia. Já Miguel Angel Leal explica que, "em Espanha, há uma lei que proíbe a Uber de trabalhar como estão a trabalhar aqui".

Na sua ótica, faz todo o sentido que a lei espanhola determine que "um veículo sem autorização não possa trabalhar", já que, "se isso não acontecer, é uma insegurança total" para o cliente.

O presidente da Fedetaxi defende, ainda, a criação de uma legislação a nível europeu, que "respeite o setor do táxi". "A nós não nos preocupa que surja concorrência, tenha o nome que tenha, mas entrem de forma legal", sublinha, referindo que "o cliente tem de ter informações para escolher um meio de transporte".

"Estamos contra a concorrência desleal e ilegal que não paga os seus impostos, que não colabora com o país e que não contribui para os serviços públicos", reforça. Acresce que "nos estão a tirar trabalho a nós, que pagamos os nossos impostos e apoiamos os nossos países e os serviços públicos", vinca Miguel Angel Leal, adiantando que isso ganha mais importância em países como Espanha e Portugal, que estão a sofrer uma "crise [económica] terrível".