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Taxistas cancelam marcha lenta após confrontos com a polícia

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A iniciativa de alguns taxistas saírem dos carros e fazerem um corte de estrada junto à rotunda situada à saída do aeroporto de Lisboa levou a polícia a intervir e a fazer duas detenções. Organização recusa sair do local

Pouco menos de uma hora depois dos primeiros momentos de tensão vividos junto ao aeroporto, a polícia voltou a intervir, depois de um grupo de taxistas que participa na marcha lenta convocada para esta segunda-feira ter saído dos carros e bloqueado o acesso ao Aeroporto de Lisboa. Há registo de confrontos, tendo a polícia confirmado ao Expresso que foram detidos “dois manifestantes”.

Perto das 11h, junto à Rotunda do Relógio, os ânimos exaltaram-se e os taxistas acabaram por atirar à polícia garrafas de água. Em resposta, os agentes usaram petardos e gás pimenta.

No local, visivelmente exaltado, o presidente da Antral (Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros), Florêncio de Almeida deu por terminada a marcha de protesto, afirmando que “ninguém sairá” até que “alguém com responsabilidades” vá ao encontro dos taxistas.

“O Ministério do Ambiente faz parte do problema, não faz parte da solução, disse Florêncio Almeida, frisando que terá de ser alguém do Governo com capacidade para resolver o problema, que não o ministro do Ambiente, a dialogar com os taxistas.

No confronto, a polícia formou uma barreira para acalmar os manifestantes. Depois, em tom de ironia, os taxistas bateram palmas à intervenção da polícia e gritaram "isto é uma vergonha", prometendo permanecer no local.

Minutos depois, e com a confusão instalada, o presidente da Antral solicitou a alguns dos motoristas para subirem até à zona de chegadas do Aeroporto, para “obrigar a polícia a intervir”, impedindo os profissionais da Uber e da Cabify de recolherem passageiros.

Com um megafore, dirigindo-se ao grupo de taxistas concentrados no local, Carlos Ramos acusou as forças da autoridade de “não estarem a cumprir o que foi prometido” e estarem “a zelar por quem nos anda a roubar”.

O presidente da Antral partilhou ainda que os taxistas de Barcelona e de Madrid “pararam em solidariedade com a nossa luta”.

A presença do Corpo de Intervenção foi reforçada no local, onde estão oito carrinhas da polícia, avança a Lusa.