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Impasse no bloqueio: PSP e taxistas voltam a reunir-se

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José Carlos Carvalho

Sem capacidade para rebocar todas as dezenas de viaturas que bloqueiam um dos acessos ao aeroporto de Lisboa, a PSP vai falar com os organizadores da manifestação dos taxistas para decidir o que aí vem

Micael Pereira

Micael Pereira

(texto)

Jornalista

José Carlos Carvalho

José Carlos Carvalho

(foto)

Fotojornalista

A PSP prepara-se para ter uma reunião com os organizadores da manifestação dos taxistas onde será abordado o que se segue ao bloqueio que dezenas de carros estão a fazer nas imediações ao aeroporto, depois de esta manhã ter sido cancelada a marcha lenta que deveria levar os taxisstas em protesto até junto da Assembleia da República.

Em declarações ao Expresso, o comissário Sérgio Soares revela que nessa reunião irão ser negociados os próximos passos a tomar, perante a intenção dos motoristas em permanecerem no local e não libertarem um dos acessos ao aeroporto da Portela. “Estamos aqui de peito aberto para estar o tempo necessário”, disse esta tarde Florêncio Almeida, líder da ANTRAL, uma das associações do sector. E o seu colega Carlos Ramos, da Federação Portuguesa do Táxi, reforçou: "Vamos dormir aqui, vamos montar umas tendas".

Sérgio Soares diz não existir nenhuma hora limite imposta aos taxistas para retirarem as viaturas. Sem avançar mais pormenores, confia na sua capacidade de diálogo e prefere esperar pela conversa que irá ser mantida pela PSP com os líderes sindicais

Nas imediações da Rotunda do Relógio, o Expresso contablizou pelo menos 10 reboques estacionados. A PSP reconhece não ter capacidade, se necessário for, para retirar contra vontade dos profissionais todos os táxis e o porta-voz da corporação PSP diz apenas que as viaturas estão ali colocadas “para o que for preciso”.

Os taxistas estão em luta contra a regulação, proposta pelo Governo, da atividade das plataformas de transportes de passageiros como a Uber ou a Cabify.