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Conselho Metropolitano do Porto pede reuniões urgentes após atropelamento mortal

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Autarcas da área metropolitana do Porto querem garantias de que os autocarros de passageiros circulam em condições de seguraça. Esta sexta-feira já foram solicitadas reuniões urgentes ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes e à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

A pedido do presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, o Conselho Metropolitano do Porto (CmdP) decidiu esta sexta-feira solicitar reuniões com caráter de urgências às duas entidades responsáveis pela mobilidade e pelos transportes do país. Os autarcas do Grande Porto estão preocupados com as condições em que operam os autocarros de transporte rodoviário, após um veículo de passageiros da empresa Resende ter abalroado uma paragem de autocarros em Matosinhos, despiste que causou quinta-feira a morte de uma idosa e feriu outra septuagenária, ainda internada em estado crítico no Hospital Pedro Hispano.

O acidente, cujas causas estão a ser apuradas por uma equipa de investigação da PSP, provocou ainda três feridos ligeiros, situação que levou os autarcas a questionar junto do Instituto da Mobilidade e dos Transportes e da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes que tipo “de medidas estão a ser implementadas para garantir que o material circulante de transporte rodoviário de passageiros está em condições de operar em segurança”.

A reivindicação do CMdP surge a menos de três meses da passagem da gestão para a alçada dos municípios dos Serviços de Transporte Coletivos do Porto (STCP), empresa que tem protocolos de serviço público com várias transportadoras privadas, entre as quais a Resende, em linhas de ligação periférica à zona exclusiva dos autocarros da STCP.

De acordo com o novo modelo de gestão, que entrará em vigor no início de 2017, o Estado continua a ser o detentor do passivo e o estatuto de acionista, cabendo a gestão corrente da atividade e da frota às autarquias do Porto, de Matosinhos, de Vila Nova de Gaia, da Maia, de Valongo e de Gondomar as obrigações de serviço público durante os próximos sete anos.

Há duas semanas, o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, anunciou a entrada em funcionamento de 36 novas ligações rodoviárias no sistema intermodal da Área Metropolitana do Porto. O acréscimo de ligações de linhas intermunicipais serão todas asseguradas por operadores privados.