Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Funchal apresenta plano para evitar enxurradas

  • 333

A Câmara do Funchal pretende acautelar os efeitos de enxurradas, como as que ocorreram em fevereiro de 2010 e causaram 47 mortos e 600 desalojados

Lucília Monteiro

A Câmara Municipal do Funchal quer criar uma cintura de árvores resistentes ao fogo para proteger o Parque Ecológico e acautelar enxurradas na cidade, barreira que fará fronteira a sul do parque entre a zona florestal e urbana

Idalina Perestelo, vereadora com o pelouro do Ambiente da Câmara do Funchal, avançou à Lusa, que a autarquia planeia a plantação de árvores mais resistentes ao fogo para preservar o Parque Ecológico, a 30 minutos da cidade, e acautelar ainda os efeitos de enxurradas, como as que ocorreram em fevereiro de 2010 e causaram 47 mortos e 600 desalojados.

Os incêndios deste verão dizimaram cerca de 60% da área do Parque Ecológico de 428 hectares e quase 200 mil plantas, devastando em particular a zona de Pico Alto e Chão da Lagoa. A recuperação desta reserva natural está estimada em milhões de euros, plano que a autarquia irá candidatar a fundos comunitários e a ajudas nacionais e regionais.

A vereadora do Ambiente revelou que a criação de um cintura de árvores, como castanheiros e azinheiras, a replantar já com um metro de altura, “é urgente” e será o primeiro trabalho de reflorestação do parque por “criar uma barreira de segurança e de ajuda a todos os outros projetos que venham a ser colocados no terreno”.

Para colocar em prática o Plano de Ação Folrestal (PAF), foi criado um grupo de trabalho cosntituído por especialistas de diversas áreas, da proteção civil à engenharia florestal. O primeiro documento em análise será o relatório sobre os incêndios da segunda semana de agosto na Madeira, que provocaram três mortos, um ferido grave e a destruição de centenas de habitação parcial ou totalmente destruídas, centenas de desalojados, num total de 157 milhões de euros de prejuízo.

A Câmara espera ter as conclusões do grupo de trabalho até ao final do ano, de forma a iniciar a reflorestação no início de 2017.