Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Homem condenado por pedofilia fica livre da prisão se pagar metade de indemnização

  • 333

Arguido foi condenado a quatro anos e meio de prisão e ao pagamento de uma indemnização de mais de 13 mil euros. Pena fica suspensa mediante cumprimento de uma condição imposta pelo tribunal

O Tribunal de Bragança condenou esta quinta-feira um ourives de Torre de Moncorvo suspeito de pedofilia, mas decidiu suspender a pena "mediante a condição de o arguido pagar no prazo de dois anos metade" do valor da indemnização a que a vítima tem direito por decisão judicial.

O arguido, agora com 48 anos, foi condenado a quatro anos e meio de prisão e ao pagamento de uma indemnização de mais de 13 mil euros pelo crime de abuso sexual de crianças sobre uma menor de 13 anos na altura dos factos, em 2012.

Se dois anos após a sentença transitar em julgado não tiver pago metade da indemnização, o arguido terá de cumprir a pena de prisão a que foi condenado.

O coletivo de juízes julgou procedente a acusação do Ministério Público de que o arguido terá aliciado a menor "aproveitando-se do facto de ser conhecido do progenitor para abusar da confiança".

A sentença dá como provado que o indivíduo atraiu a menor a sua casa, onde terá abusado sexualmente dela.

Os juízes concluíram que a "menor não se apresentava preparada para iniciar a vida sexual" e que os factos, que acabaram por se tornarem públicos no meio pequeno em que viviam, "afastou os colegas dela e levou-a a isolar-se".

O arguido é uma pessoa conhecida na zona onde vive tendo já desempenhado cargos de direção no Clube de Caça e Pesca e na estrutura concelhia partidária do CDS-PP, em Torre de Moncorvo.

Divorciado e com dois filhos, o homem "não mostrou arrependimento durante o julgamento" e negou ter praticado os atos, mas os juízes entenderam que "não merece credibilidade", nem a estratégia da defesa de que o processo se resumia "a uma tentativa de a menor e os pais extorquirem dinheiro" ao acusado.

"É uma tese inverosímil para o tribunal", refere a sentença, lida esta quinta-feira na sede da Comarca de Bragança.