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PJ investiga incêndio no complexo turístico Zmar em Odemira

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Filipa Oliveira

Incidente não provocou feridos nem atingiu o copo de água do casamento que estava a decorrer na altura. O que ardeu foi a zona central, incluindo a zona da piscina de ondas, a cozinha e área de restauração.

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar o incêndio que deflagrou no sábado à tarde no complexo turístico Zmar, em Odemira, distrito de Beja, que obrigou à evacuação do espaço e destruiu toda a área central do complexo, disse hoje à agência Lusa fonte da GNR.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Beja indicou que o incêndio está em fase de rescaldo desde as 04:34 de hoje, encontrando-se ainda no local 98 operacionais com 35 veículos, sobretudo de corporações de bombeiros dos distritos de Beja e Setúbal.

Tanto o CDOS, como o Comando Territorial de Beja da GNR, não têm registo de quaisquer feridos, mas o incêndio provocou "danos avultados", que não foram ainda quantificados, e levou à retirada das instalações de cerca de 700 pessoas, entre clientes, funcionários e convidados de um casamento, revelou um responsável do empreendimento.

"Dos nossos clientes, alguns foram embora por opção própria e outros, que estavam a passar o fim de semana, foram realojadas em outras unidades hoteleiras, às nossas custas, naturalmente", disse à Lusa João Ribeiro Ferreira, administrador-executivo da Multiparques, empresa proprietária do complexo, perto de Zambujeira do Mar, no distrito de Beja.

"O que houve, efetivamente, foram danos avultados na estrutura do Zmar, nomeadamente na zona central, desde a zona da piscina de ondas até à parte da restauração, que ardeu toda", explicou.

O responsável assinalou que outras valências do complexo não foram afetadas. "Todos os alojamentos estão intactos, não houve perda de bens pessoais das próprias pessoas" e um outro edifício central do empreendimento, como "a sala Odemira e os escritórios", também não ardeu, sublinhou.

"O que ardeu tudo foi a parte da cozinha, sala de estar, do pessoal, os balneários da piscina de ondas e o Spa", precisou.

O presidente da Câmara de Odemira, José Alberto Guerreiro, disse à Lusa que, na altura em que as chamas eclodiram, decorria um casamento no recinto, mas referiu que "a zona do banquete não sofreu quaisquer danos".

O autarca de Odemira lamentou o sucedido e salientou a importância do empreendimento para o concelho, pois, "além do impacto económico e turístico", o Zmar "tem impacto social", já que "tem quase uma centena de funcionários no ativo".

"São muitos postos de trabalho ali envolvidos e sei que, este ano, o complexo estava a bater todos os recordes de afluência", pelo que "desejo que, rapidamente, seja possível recuperar tudo aquilo que foi danificado", afirmou o autarca.

Os bombeiros receberem o alerta para o fogo no sábado às 17h39, tendo o incêndio sido dominado às 20:03 de sábado, tanto na sua componente urbana, na estrutura do Zmar, como na vertente rural, uma vez que as chamas propagaram a uma zona de pasto e de povoamento florestal, revelaram os bombeiros.

Em declarações anteriores à Lusa, o comandante operacional distrital de Beja, tenente-coronel Vitor Cabrita, indicou que o incêndio "terá tido início num pavilhão" central do complexo, onde estão situados "o restaurante e o refeitório". "E o indício que temos é que terá tido início na cozinha", nesse mesmo pavilhão central, acrescentou.

Antes de dominarem as chamas, os bombeiros conseguiram circunscrevê-las "a esse edifício central", feito "todo em madeira" e evitaram que se propagassem "às outras estruturas do complexo turístico". Paa tal foram necessários meios terrestres e um helicóptero.