Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Averiguações à morte dos comandos deverão estar concluídas até final do ano

  • 333

Gonçalo Rosa Silva

O ministro da Defesa Nacional adianta que para já ainda não há quaisquer dados sobre o inquérito que está em curso para apurar os factos que levaram à morte dos dois militares, no início de setembro

O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, está convicto de que o processo de averiguações às mortes de dois comandos durante um treino deverá estar concluído até ao final do ano.

"Estamos em setembro, tenho a certeza absoluta que antes do fim do ano o processo de averiguações estará concluído", afirmou o ministro esta sexta-feira.

No final de uma visita ao Centro de Tropas de Operações Especiais (CTOE), em Lamego, Azeredo Lopes informou que para já ainda não há quaisquer dados sobre o inquérito de averiguações que está em curso para apurar os factos que levaram à morte dos dois militares dos comandos, que participavam num treino do 127.º Curso de Comandos na região de Alcochete, no distrito de Setúbal, que decorreu no dia 4 de setembro.

"Gostaria de reiterar duas coisas, aquilo que é a dor e o sentimento de perda das famílias dos dois jovens que faleceram e isso é algo que não se pode corrigir, não se pode reparar no seu sentido mais amplo. Em segundo lugar, que o Exército está a desenvolver o seu processo de averiguações e que estou absolutamente convicto que esse processo será feito com transparência e rigor, para apurar a verdade dos factos", sustentou.

Aos jornalistas, o ministro da Defesa Nacional reiterou ainda que está confiante de que o Exército "levará a cabo este processo de averiguações em 2016, com o rigor que é exigível".

"Recordo também que estão a decorrer também outro tipo de apreciações, nomeadamente o processo de autópsia dos dois falecidos, e portanto, será preciso esperar por todo este conjunto de elementos, para podermos com serenidade dizer o que aconteceu e o que correu menos bem", acrescentou.

Quanto ao processo de inquérito transversal sobre as condições de formação, que foi desencadeado pelo Exército, o representante do Governo referiu que poderá vir a demorar mais tempo, escusando-se a abordar o assunto baseando-se em opiniões.

"Este processo irá, para lá do que eu acho, determinar se as condições são as que se devem manter ou se devem ser alteradas", concluiu.