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Presidente do Instituto do Sangue nega que demissão se deva a orientação sobre dádivas por gays

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António Pedro Ferreira

Segundo Helder Trindade, o seu pedido de demissão “ocorreu algum tempo antes da autorização da DGS para a dádiva de sangue por homossexuais masculinos, pelo que nada tem a ver com essa matéria”

O presidente do Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) nega que o seu pedido de demissão do cargo se deva à orientação para a dádiva de sangue por homossexuais masculinos, alegando razões "pessoais e familiares" para a sua saída.

"Apresentei razões pessoais e familiares para pedir a minha substituição no cargo, e aguardo, conforme acordado com o senhor ministro da Saúde, que este considere o momento oportuno para a minha substituição", afirma em comunicado Helder Trindade.

Com este esclarecimento, o presidente demissionário do IPST pretende "evitar conexões abusivas e ofensivas sobre um ato" do seu exclusivo foro pessoal. Segundo Helder Trindade, o seu pedido de demissão "ocorreu algum tempo antes da autorização da DGS para a dádiva de sangue por homossexuais masculinos, pelo que nada tem a ver com essa matéria".

"Repudia-se por isso qualquer associação entre a demissão e o referido documento da Direção Geral da Saúde (DGS), por ser mentira e por ser, no limite, desajustado", adianta.

Para Helder Trindade, essa nunca seria uma razão para terminar a sua missão no Instituto do Sangue. "Sou um médico que pertence ao mapa de pessoal da instituição e, como presidente do IPST, todo o trabalho que desenvolvi durante o meu mandato foi no sentido de pugnar pelo melhor cumprimento da missão do IPST", conclui.