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Caso de Ponte de Sor. Santos Silva encontra-se com ministro do Iraque na quinta-feira

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Caso das agressões em Ponte de Sor dominará a agenda dos dois ministros dos Negócios Estrangeiros em Nova Iorque. Portugal quer o levantamento de imunidade diplomática dos dois filhos do embaixador iraquiano que agrediram Rúben Cavaco

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A tão esperada reunião entre o ministro Augusto Santos Silva e o homólogo iraquiano Ibrahim Al-Jaafari irá realizar-se em Nova Iorque na próxima quinta-feira, no âmbito semana ministerial da Assembleia Geral das Nações Unidas, revelou ao Expresso fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

O MNE português deverá pressionar o levantamento da imunidade diplomática dos dois filhos do embaixador iraquiano em Portugal, suspeitos de agredirem Rúben Cavaco, de 15 anos, em Ponte de Sor. Há cerca de um mês, Santos Silva tinha pedido “urgência” ao Iraque na resposta ao pedido de levantamento da imunidade diplomática dos dois irmãos gémeos de 17 anos. Deverá agora ter uma resposta oficial durante o encontro em Nova Iorque.

No último dia 2, o gabinete de Santos Silva enviou um comunicado a revelar que “na sequência do pedido do levantamento da imunidade diplomática apresentado no passado dia 25 de agosto, foram já realizadas diligências junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Bagdad e junto da Embaixada do Iraque em Lisboa, solicitando urgência na obtenção de uma resposta por parte das autoridades iraquianas”.

Os jovens iraquianos Haider e Ridha Ali, de 17 anos, admitiram ter agredido Rúben Cavaco, 15 anos, na madrugada de 17 de agosto, em Ponte de Sor. O jovem de 15 foi internado de urgência e teve de ficar em coma induzido. A Polícia Judiciária, que está a investigar o caso, terá recolhido elementos de prova que apontam para existência de “factos suscetíveis de integrarem o crime de homicídio na forma tentada”, o que conduziu ao pedido de levantamento da imunidade diplomática dos filhos gémeos do embaixador do Iraque em Portugal, para que o Ministério Público os possa ouvir como arguidos.