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Uma peça única

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LUXO. O smartwatch da Tag Heuer custa quase 1500 euros. Não vale isso se tivermos em consideração que há relógios no mercado que custam menos de metade e fazem mais. Mas não com tanto estilo

A Tag, um dos nomes mais reconhecidos da relojoaria, já tem um relógio inteligente. Pode não ser mais “esperto” que as propostas das marcas tecnológicas, mas é bem mais atraente

Já testámos muitos relógios inteligentes, mas este é, sem dúvida, único. É o mais caro e o melhor desenhado. Comecemos pelo primeiro argumento. Este é um relógio da Tag Heuer — um dos mais conhecidos e reconhecidos fabricantes de relógios. Aliás, depois das principais empresas da eletrónica de consumo terem dado os primeiros passos neste segmento de mercado, é a vez dos “históricos” entrarem na disputa. E, segundo a IDC, é bem preciso que eles desenvolvam dispositivos. Esta consultora fez as contas e o mercado de smartwatches já caiu este ano 32% (quando comparado com o segundo trimestre de 2015). Vamos ao teste.

Bonito, tão bonito!

Os pormenores fazem, realmente, toda diferença. Desde a borracha que compõe a bracelete, até à ausência de peso. Este é o relógio inteligente mais bonito que alguma vez nos abraçou o pulso. É grande e masculino. Existe apenas um botão que, se o pressionarmos durante um pouco, podemos ligar ou desligar o sistema. Durante a utilização, um pequeno toque pode ligar a luz do ecrã. No entanto, o acelerómetro incluído faz o mesmo efeito. Basta rodar o pulso para que o ecrã se ilumine. E falemos um pouco sobre o ecrã. Redondo e grande (1,5”, 360x360 px), vê-se bem durante o dia — embora pudesse ser mais brilhante. A resolução também poderia ser mais elevada. Dizemos o mesmo para a intensidade das cores. Ou seja, a experiência visual é boa (porque o ecrã é grande), mas poderia ser muito melhor tendo em conta o preço do relógio.

Compatível, graças ao Android

No coração deste Connected bate um processador da Intel (ATOM Z344 XX a 1,6 GHz), ajudado por 1 GB de RAM e ainda existem 4 GB de armazenamento — para guardar música, por exemplo. Por isso, ao contrário do que já nos aconteceu em outros relógios que usam o sistema operativo Android Wear, este Tag Heuer não mostrou quaisquer hesitações durante a utilização. A passagem de ecrãs, as buscas… a utilização das apps disponíveis para a plataforma; tudo correu sem problemas assinaláveis. A utilização de um processador da Intel também permitiu um consumo energético mais baixo. Por isso, depois de carregado, conseguimos fazer um dia e meio de utilização.

Depois de carregado, conseguimos fazer um dia e meio de utilização. Um valor acima da média, mas é preciso não esquecer que não tem GPS ou sensor cardíaco
Um valor acima da média, mas é preciso não esquecer que esta peça de relojoaria digital não tem GPS ou sensor cardíaco. Tecnologias já habituais em outros relógios que estão no mercado. O facto de não ter as duas capacidades referidas vai fazer com que os desportistas, por exemplo, percam o interesse neste relógio. Mas é preciso realçar que o Connected consegue contar passos. Informação que é mostrada no Google Fit.

Demos a volta completa e voltámos ao início. Este é um relógio excelente, mas convenhamos, custa quase 1500 euros! Não vale isso se tivermos em consideração que há relógios no mercado que custam menos de metade e fazem mais. Não com tanto estilo, mas cumprem. E é esse o maior pecado do Connected: tem um design único aliado a um preço, infelizmente, também ele único.

Tag Heuer Connected

€1400
Sistema operativo Android Wear
Ecrã 1,5 polegadas (340x340 px)
Processador ATOM Z344 XX a 1,6 GHz
Armazenamento 4 GB
Conectividade Bluetooth, Wi-Fi