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Calma, o verão ainda não acabou

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getty

O fim das férias não significa que temos de ficar em casa. As atividades ao ar livre, lúdicas e culturais, são a melhor maneira de prolongar as férias. Afinal, o verão continua no ar

É doloroso aquele momento em que regressamos de férias e trocamos os chinelos de praia pelos sapatos (fechados no caso dos homens, de salto no caso das mulheres) ou a roupa de praia, leve e descontraída, por fatos mais formais. A ausência de horários é substituída pela ausência de tempo. O trabalho custa mais a fazer, seja ele qual for, porque há sempre uma metade do país que continua a banhos. E, no entanto, o sol ainda brilha, a água do mar apetece, os termómetros continuam sempre em alta. Porque o regresso ao trabalho não tem de querer dizer fim de férias, há opções para fazer perto da cidade que permitem adiar a arrumação dos chinelos de praia. E manter-se ao ar livre, numa aproximação daquilo que foram os dias na praia. É altura de empurrar com a barriga o final do verão, fazer de conta que ele não está a chegar. Não há nada melhor para isso do que encontrar atividades para fazer a dois ou em família, lúdicas ou culturais, em espaços abertos e descontraídos. É a melhor maneira de dar a volta ao fim da estação.

lucília monteiro

E já que não pode remar contra a maré, que tal aventurar-se em algo novo e remar de pé. O stand up paddle (SUP) é uma alternativa a quem não se aguenta sozinho em cima de uma prancha de surf e uma desculpa para voltar à praia e com um objetivo lúdico. Este desporto consiste em estar em cima de uma prancha a remar com a ajuda de uma pá. É uma maneira simples para descrever o que os surfistas de Waikiki inventaram nos anos 60 enquanto estavam em cima das pranchas e se divertiam a tirar fotografias aos turistas que iam para o Havai aprender a sua modalidade. O SUP só ganhou força nos anos 90 e, novamente, graças aos verdadeiros surfistas que o divulgaram. Por cá, a moda chegou há três anos, mas foi no último verão que pegou. Uma aula de SUP é um três em um: é didática, contribui para tonificar os músculos e permite fingir durante um fim de semana que ainda está de férias (e é bem mais fácil do que fazer surf).
Quem tem filhos tem um problema acrescido. Há que entreter os miúdos para ajudá-los a digerir o fim das férias. Os museus são sempre uma alternativa didática, mas talvez não seja a melhor opção fechá-los num edifício... numa altura em que eles estão prestes a ser fechados noutro. Fazer um piquenique é uma alternativa fresca e que dá para agradar a todas as idades. Ninguém se sentirá excluído, os avós, os tios e os primos são bem vindos. E outra coisa boa dos piqueniques é que tanto podem ser handmade, chamemos assim ao facto de fazer a marmita e escolher um qualquer jardim para ficar sentado a comer e conversar, ou mais glamorosos, chamemos assim aos hotéis que têm a chamada cesta de piquenique, em que basta marcar o dia e aparecer para comer. O hotel Pestana Palace, em Lisboa, é um desses casos. Ali, o piquenique é chique, inclui acesso aos jardins do Marquês de Valle Flor e DJ ao vivo. Já a Confeitaria Tavi, no Porto, prepara a cesta, uma máquina fotográfica descartável e deixa-o livre para ir escolher os parques e jardins da cidade. Mais ou menos no mesmo formato — mas à distância de um clique — a Ant’s Basket leva-lhe uma cesta de piquenique à porta em Lisboa. É a versão ideal para juntar os amigos. Bem melhor do que irem todos a um restaurante.
E porque o tempo ainda convida a noites prolongadas e a cultura também faz parte dos tempos livres, a Casa Independente, em Lisboa, reserva as noites de quinta-feira para o cinema ao ar livre. (Não é bom sair do escritório e ir ver filmes ao sabor da brisa do vento?) O cartaz é composto por filmes dedicados à época estival. E já que está pelo Largo do Intendente que tal dar um pulo à Cozinha Popular da Mouraria e provar sabores de outros países? A esplanada deste ‘restaurante’ é convidativa e os preços são em conta. No Porto, o cinema ao ar livre está a cargo do restaurante A Árvore que vai projetar curtas portuguesas que participaram em festivais internacionais.
Talvez a melhor solução para atrasar a entrada na próxima estação sejam as já conhecidas sunset parties. A sua popularidade faz com que não seja difícil encontrar uma. Dia 29 de setembro há uma original no Hotel The Yeatman,em Vila Nova de Gaia. Será dedicada ao vinho e juntará vários produtores nacionais. A fantástica vista que o hotel oferece sobre a cidade será ainda melhor se acompanhada por um espumante ou por um vinho do Porto. Mais a sul, perto de Lisboa, as sunset parties do Bar do Peixe, no Meco, têm assinatura reconhecida e são ideais para os fins de semana em que dá para ir a uma praia mais distante. No centro da capital não faltam alternativas, desde o EPIC Sana, na zona das Amoreiras, o Sky Bar, na Avenida da Liberdade, ou o Memmo Alfama, em Alfama, são palcos para dizer adeus ao verão e apreciar a cidade. Além disso, enganar o fim das férias em festa é um final em beleza da época de praia. E se o quiser fazer em grande estilo vá a Cascais. O Hotel Farol faz uma festa de despedida (simbólica) do verão. Numa zona com vista para o mar poderá assistir a um concerto de Cuca Roseta e música do DJ Weda.