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“A Nova SBE oferece aos alunos mais destinos que a TAP”

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Alberto Frias

O “Financial Times” divulgou na passada segunda-feira o seu ranking anual dos melhores mestrados em Gestão, colocando em 17º lugar o International Master in Management (IMM) da Nova School of Business and Economics (Nova SBE). A subida de 31 posições em dois anos levou o jornal britânico a destacar a ascensão deste programa, que tem ainda a companhia de um mestrado da Católica, em 52.º lugar. João Amaro de Matos, subdiretor da Nova SBE para as relações institucionais e desenvolvimento internacional, acredita que é possível atingir o top 10

Ficaram surpreendidos por terem entrado no top 20 dos mestrados em Gestão no ranking do “Financial Times”?
Depois de uma subida de 17 lugares no ano passado (de 48º para 31º) achávamos que seria possível subir um pouco, tendo em conta aspetos específicos em que melhorámos. A subida de 14 lugares adicionais foi uma agradável surpresa que se justifica pelos avanços na seletividade dos alunos (porque temos muito mais candidatos), melhores alternativas de experiência internacional durante o programa e consequente diversidade da empregabilidade.

É possível subir mais?
Certamente. O objetivo é atingir o top 10 a curto prazo. A maior limitação das escolas portuguesas ainda é o nível salarial ao final de três anos (indicador que pesa 20% neste ranking). A solução passa por melhorar a colocação de alunos em mercados estrangeiros mais competitivos e estabelecer relações mais dinâmicas com as empresas desses mercados. É o que temos feito com sucesso. Com o grande volume de alunos estrangeiros de qualidade que se candidata aos nossos programas, isso é possível.

Como é que se chega aqui?
Onde a Nova SBE mais trabalhou nos últimos dez anos foi na sua estratégia de internacionalização, abrangendo todas as áreas: desenvolvimento do currículo, colocação de alunos, relacionamento com empresas em mercados-alvo, estruturação de redes de antigos alunos por todo o mundo (cerca de 15 mil). Muito importante também foram as parcerias com outras escolas de grande visibilidade. A Nova SBE tem graus conjuntos com seis das dez melhores escolas deste ranking, incluindo as duas primeiras. Além da manutenção cuidadosa dos processos de acreditação internacional.

Que impacto têm estes rankings nas escolas?
Claramente na procura dos programas. As candidaturas aos mestrados da Nova SBE têm crescido a uma taxa de 35% ao ano. De 82 nacionalidades em 2015, passámos agora para candidaturas de 94 países. As parcerias são mais dependentes de acreditações pois são o selo de qualidade holística das instituições; já os rankings referem-se a programas específicos. Naturalmente o efeito cruzado destes sinais é benéfico e hoje a Nova SBE oferece aos seus alunos mais destinos internacionais do que a própria TAP. Isto por si só, também atrai mais alunos e de maior qualidade, alimentando rankings e acreditações num círculo virtuoso.

De onde é que vem a maioria dos alunos?
Ainda somos procurados por uma maioria de alunos europeus, sobretudo alemães (eram 250 nos nossos cursos em 2015), italianos (150), franceses e escandinavos. Mas as mudanças na América do Sul fizeram crescer bastante as candidaturas brasileiras e ganhar visibilidade no Peru e Colômbia, países onde a presença de tecido empresarial português se tem tornado mais evidente. Uma outra fonte crescente de candidaturas tem sido o Canadá na sequência do trabalho junto da comunidade portuguesa em Toronto.

Quais são as principais vantagens competitivas da Nova SBE face a outras escolas estrangeiras?
As propinas cobradas na Nova SBE nos mestrados de Negócios são relativamente baixas em termos internacionais e por isso são muito atrativas, sobretudo para cidadãos extracomunitários, que não beneficiam de eventuais subsídios. Por outro lado, a qualidade refletida nos rankings, a diversidade no campus, a empregabilidade internacional, o baixo custo de vida da cidade associada a uma excelente qualidade de vida, uma segurança ímpar e um clima excecional, atraem todos estes candidatos.

À volta do mundo

Doutorado em Física e em Finanças, o currículo académico de João Amaro de Matos inclui passagens pelas universidades de São Paulo (Brasil), de Heidelberg (Alemanha), INSEAD (França), London School of Economics (Inglaterra) e MIT (Estados Unidos). Em 1994 foi contratado pela Nova SBE e é hoje subdiretor da escola para as relações institucionais e desenvolvimento internacional. É a ele que compete garantir e zelar por acreditações, rankings, redes e parcerias, que permitam à antiga Faculdade de Economia da Nova de Lisboa ser cada vez mais conhecida no mundo das escolas de negócios.