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Exército confirma desistência de 17 militares no curso de Comandos

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Marcos Borga

Os desistentes, todos eles militares do Exército, regressaram às unidades onde já estavam anteriormente colocados

Carlos Abreu

Jornalista

Um oficial, quatro sargentos e 12 soldados manifestaram vontade de abandonar o 127.º curso de Comandos, esta quinta-feira, dia em que o curso foi retomado, confirmou ao Expresso o porta-voz do Exército, Tenente-corornel José Carlos Vicente Pereira. A notícia foi avançada ao final da tarde pela RTP.

“Estes militares, todos do Exército, compareceram hoje no Regimento de Comandos, na Serra da Carregueira, Sintra, e informaram que pretendiam desistir do curso”, disse a mesma fonte explicando ainda que, aos militares que não pretendem continuar a instrução, não é pedida nenhuma justificação.

Tratando-se de militares do Exército, regressaram de imediato às unidades onde estavam colocados antes de começarem o curso, referiu o porta-voz do Exército.

O 127.º curso de Comandos esteve suspenso temporariamente por decisão do chefe do Estado-Maior do Exército na sequência da morte de dois instruendos e o internamento de mais quatro, vítimas de uma alegado “golpe de calor”. Entendeu o general Rovisco Duarte que o curso só deveria prosseguir após a reavaliação médica de todos os militares. Ninguém chumbou nas provas médicas, mas 17 decidiram ficar por aqui.

Entretanto, o Exército informou em comuniado que um dos instruendos que estava internado no Hospital das Forças Armadas teve alta esta quinta-feira, permanecendo internado no Serviço de Medicina apena um militar que “mantém um quadro de melhoria analítica”.